Como manter a espiritualidade em tempos de pandemia?

“Quando nós perdemos as pernas, aí nos tornamos corredores”, disse Khalil Gibran. Quando lia esta frase do poeta libanês ficava sem compreender sua totalidade desta grande alma poética mundial.

Nesta situação atípica da pandemia do novo coronavírus, somos contidos em nossas casas, e sem ter para onde ir nos resta meditar, orar, rezar. Neste exato momento não há cristãos, muçulmanos, hindus, afro religiosos e diversas outras vertentes de se religar a Deus.

O corona atingiu como um cupido às avessas nossos corações, nossa capacidade de amar a vida e ao nosso próximo. A grande corrida é para dentro dos sentimentos humanos. 

A espiritualidade não tem formato de religião, não pede orações, ou forma de recitar decorada, ou horários pré-determinados.

Com uma simplicidade de criança, apenas pede ação no amor por si mesmo e ao próximo, simples e singela como um beijo na bochecha.

Espiritualizar-se pede a ação de despir a alma das mazelas do orgulho, egoísmo, ódio, vitimismo, e ao projetar na dor de outras pessoas, tornar-se simplesmente humano.

foto: Gerd Altmann/Pixabay