“Estar grávida nesse momento se resume a uma palavra: medo”, relata agente de saúde sobre coronavírus

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Quando engravidou do segundo filho, a enfermeira Renata Lira do Nascimento, 33 anos, não imaginava que em vez de curtir o momento sublime da gestação, teria de conviver diariamente com o medo. O Eufêmea ouviu o depoimento de quem está grávida em plena pandemia. Medo é a palavra que resume a vida da gestante.

Renata está no quarto mês de gestação e trabalha como agente comunitária de saúde. O vírus se tornou um pesadelo para ela, que teme o contágio, situação vivida por outras tantas gestantes nesse período de pandemia. .

“Estar grávida nesse momento se resume a uma palavra: medo! As pessoas estão fazendo muito pouco caso das orientações”, afirma. .

Ela é concursada pela Prefeitura de Maceió e atua em unidade de saúde do bairro Rio Novo. “A Secretaria de Saúde fornece alguns EPIs (equipamentos de proteção individual), como máscaras cirúrgicas, álcool gel e touca. Não uso luvas, porque ao tocar em qualquer superfície ela já estará contaminada. Logo, opto por lavar as mãos mais vezes ao dia. Restringi bastante as minhas visitas domiciliares, exceto na campanha vacinal dos idosos”, conta Renata.
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A filha Giovana, de 11 anos, está na casa do pai e avós paternos desde o dia 13 de março. “Só consegui ir visitá-la duas vezes, porque minha ex-sogra teve câncer de mama e pertence ao grupo de risco. Tomo os cuidados necessários para não levar nada para eles”, relata Renata para quem a pandemia deixa como lição “o valor de um abraço. Todos estamos expostos. Escutem os especialistas, os técnicos, os médicos e enfermeiros que tanto tentam nos orientar. Fiquem em casa, para que possamos enfrentar isso juntos e sairmos logo dessa, mais fortalecidos e humanizados”, diz.
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