Agredida a socos pelo ex-namorado dentro do carro, vítima disse que foi ameaçada de morte

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Um levantamento do Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos mostrou que os casos de violência doméstica cresceram em 37,6% em todo o Brasil. Os dados mostram a realidade diária de mulheres que sofrem algum tipo de violência: seja ela física, psicológica, patrimonial, sexual e moral. A administradora, de 26 anos, que mora em Maceió, pediu à reportagem para não ter o nome divulgado, mas está na lista de uma das mulheres agredidas.

O relacionamento dos dois acabou na semana passada por causa das inúmeras brigas. Segundo ela, o suspeito nunca tinha batido nela, mas já tinha agredido verbalmente.

Foi no sábado (30) que a agressão física veio. A vítima levou socos no rosto e no corpo do ex-namorado que é vereador pelo município de Paripueira, em Alagoas. 

“Eu estava na casa de uma amiga no sábado e o encontrei na porta da casa. Peguei meu carro e ele veio atrás de mim. Nesse caminho ele ligou e pediu que eu encostasse o carro que ele queria conversar comigo”.

A vítima não imaginava o que estava prestes a acontecer e parou o carro. O suspeito entrou no veículo e começou a mexer no celular dela. Ele viu mensagens que não gostou e veio pra cima de mim para bater. Eu pedia que ele parasse e ele não parava”, contou.

O sábado era de muita chuva em Maceió e de acordo com a vítima, ela passou quase duas horas dentro do carro com ele. “Não sabia o que fazer”, disse.

Com as marcas dos socos, o suspeito pediu que ela inventasse algo para justificar a agressão. “Ele me ameaçava também e dizia que ia matar minha família”.

Por fim, o suspeito foi levar a vítima ao chegar no condomínio onde ela mora. Ela disse que desceu do carro e viu que o pai e a irmã estavam na morta. “Eu gritei: ‘pai, socorro, ele está me espancando’”. 

A vítima fez um boletim de ocorrência contra ele. A Associação Para Mulheres (AME) através da advogada e presidente, Júlia Nunes, protocolou uma medida protetiva de urgência para a vítima. “Vamos também pedir a prisão. Não foi apenas violência física, foi tentativa de feminicídio e vamos provar isso”, afirmou Júlia.