Romantização das drogas na juventude preocupa e mostra que políticas públicas precisam avançar

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Tenho visto em algumas redes sociais, muitos jovens que defendem e protegem, o uso de substâncias psicoativas. É uma verdadeira romantização das drogas, o que é preocupante. Segundo mostram dados, é na juventude que se inicia o uso das drogas. E tudo começa pelo álcool.

Vivemos em uma geração que tem como prioridade o prazer pelo prazer à custo de qualquer consequência. Muitas vezes, essa consequência aparece como um acidente, danos materiais e até a perda do que seria o bem maior: a vida. Tudo isso trocado por minutos e segundos de euforia, prazer, adrenalina.

E quem romantiza, não enxerga o vício. Não enxerga que existe um problema que PRECISA ser tratado. Acreditar que as drogas resolvem os problemas ou ameniza algo é uma fuga de lidar consigo profundamente e de entender o que está faltando naquele “vazio”.

Normalmente, o primeiro contato com as drogas – como eu disse acima – começa na juventude, devido ao momento de várias mudanças relacionadas ao psicológico do jovem, tornando-se mais vulnerável nessa fase.

Outros fatores de risco como tédio, rebeldia, timidez e amigos podem influenciar para o uso das drogas.

Um dado relevante é que 40% dos jovens concordam que filmes e séries de TV exibem o consumo de drogas como algo aceitável, segundo estudo. Se as drogas são colocadas como algo normal, aceitável, que causa euforia, e alegria, por qual motivo essas pessoas não vão defendê-las? 

Entretanto, tudo isso é passageiro. A euforia, o desejo, o prazer, vão passar. E romantizar dessas substâncias psicoativas só mostram que temos poucas políticas públicas sobre drogas no Brasil quando se trata desse assunto que, muitas vezes, não é debatido dentro de casa, nas escolas, ou nas rodas de amigos. 

E o jovem sempre tem a sensação de que pode controlar a situação e que não existe vício. Mas na prática a realidade é bem diferente. O uso de drogas é uma das maiores causas de morte de jovens no mundo e pode deixar graves sequelas a longo prazo. A dependência química é uma doença que não afeta apenas o adicto, mas toda família.

É importante compreender de onde vem o interesse em consumir drogas. Para isso, é necessário que a pessoa busque ajuda especializada para entender o que há por trás.