Médica alerta para riscos de disseminação de coronavírus com festas de fim de ano em família

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O alerta vem da médica infectologista Raquel Guimarães, que chama atenção para os riscos de disseminação e contágio pelo novo coronavírus nas festas de fim de ano e reuniões em família.   A profissional orienta sobre os cuidados e diz que em vez de presenciais, os encontros podem ser via internet. O crescente número de pessoas de uma mesma família contaminadas pelo vírus preocupa. 

“É  possível que diante das festas de Natal e Ano Novo as regras de prevenção sejam totalmente relaxadas, com a possibilidade de contaminar pessoas que estão sob risco, como pessoas que têm  imunidade comprometida e idosos”, afirma a infectologista. 

Mas ela lembra que num momento como esse de pandemia é preciso mudar a forma de estar em família.

“Os encontros podem ser por uma plataforma de Internet, de forma presencial  de forma pouco demorada,  preservando o mínimo contato com  pessoas com comorbidades, tipo hipertensão e diabetes, obesidade mórbida, pessoas em quimioterapia ou radioterapia”, orienta  Raquel Guimarães. 

Quanto ao avanço número de casos de Covid-19 no Brasil, a médica lembra que se dá por vários fatores. “As pessoas estão aflitas pelo abraço,  pelos encontros e desprezam um pouco as medidas protetoras essenciais. As famílias relaxaram, estão saudosas de seus familiares, superam o medo, mas se confraternizam sem a devida proteção”, ela diz. 

Infectologista Raquel Guimarães: “É  possível que diante das festas de Natal e Ano Novo as regras de prevenção sejam totalmente relaxadas, com a possibilidade de contaminar pessoas que estão sob risco”

Mas não são apenas os encontros em família a contribuir com a disseminação do vírus, como informa Raquel Guimarães, que aponta para o período de campanha eleitoral e segundo a qual é possível dizer que “a onda é a mesma pois os casos diminuíram um pouco, mas se mantêm”. 

“O que pode ter mantido o número de casos, foi o relaxamento do distanciamento social (em função das aglomerações durante a campanha política, sem nenhuma proteção da população, guiada pelos políticos, sob o olhar complacente da justiça, do governo de Alagoas e também por ter havido muitas festas e reuniões sem nenhum padrão de protocolos de prevenção”. 

Já os casos de reinfecção, a médica revela que há uma portaria do Ministério da Saúde, onde os critérios estão bem definidos. Ela ressalta que “existem inúmeras vacinas sendo elaboradas,  porém as principais ainda não estão em uso no Brasil. Começam a ser utilizadas na Inglaterra e Estados Unidos, aquelas que foram aprovadas pelo FDA [a agência reguladora ligada ao departamento de saúde do governo norte-americano], exemplo a vacina da Pfizer”.  

“No Brasil ainda não temos um plano nacional consistente, que exige a logística da cadeia de frios, da compra de insumos, da definição por faixa etária e da aprovação da Anvisa. Tudo isso ainda é  muito incipiente,  sem muitos detalhes do planejamento”. 

A infectologista conclui mandando a seguinte mensagem para a população: “Não negligenciar a higiene das mãos nos vários momentos do dia; entender que a lavagem das mãos com água e sabão e o uso de álcool a 70 para higienização, acompanhado pelo álcool em gel, são simples e fáceis de cumprir. A etiqueta respiratória ao respirar e tossir, são condutas que já fazíamos desde a emergência de outros quadros virais e o distanciamento social. Essas medidas simples, salvam vidas, preservam as famílias e as comunidades”, afirma.