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O fenômeno Kel Monalisa: cantora alagoana fala sobre carreira, assédio e pandemia

Kel tinha 9 anos quando cantou a primeira vez. A primeira apresentação dela foi em casa durante uma festa em família. A canção escolhida foi “Jesus Cristo”. De lá pra cá, a paixão pela música só aumentou. Nas apresentações infantis, Kel se realizava: ela cantava para outras crianças em festivais de música na escola.

Já mais velha, os pagodes com os amigos sempre contavam com a bela voz de Kel. “Meu irmão Serginho tocava violão, nas rodas de samba, e eu ia com ele. Sempre era chamada para cantar Alcione”, contou ao Eufemea.

A mãe de Kel sabia que ela gostava de cantar, mas queria que ela fizesse uma faculdade. “Entrei na faculdade de Publicidade e no 3º período, saí para uma barzinho com os amigos e mais uma vez, pediam pra eu cantar quando tinha música ao vivo”.

Vendo o talento dela, o dono do bar a chamou para que ela ficasse cantando no bar. Foi aí, em março de 2007, que começou a carreira profissional de Kel. “Comecei a viver de música”, disse.

Kel é alagoana, conhecida como uma verdadeira intérprete da Música Popular Brasileira, um verdadeiro fenômeno. Ser mulher e artista é desafiante, mas ela não perdeu o amor e a coragem que a impulsionava em ser uma cantora melhor.

A força de Kel chega através da voz deslumbrante, cheia de energia e alegria.

Assédio na carreira

No começo da carreira, Kel contou ao Eufemea que passou por problemas devido ao assédio. “Foram várias vezes. Uma banda me chamou para ser vocalista e exigiu que eu fosse de shortinho curto, me recusei”.

Como ela começou cantando em bares, ela disse que o assédio sempre foi constante, mas que isso fez com que ela soubesse se impor e fazer com que as pessoas valorizassem o trabalho dela. “Nunca me abati por isso! Sempre segui em frente, sabendo sempre o que eu queria”.

Pandemia na vida da artista

A chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus afetou os artistas de maneira geral. Kel disse que tem vivenciado esse momento se agarrando em na fé dela. Mas que também tem enxergado o momento como uma oportunidade para que ela descanse um pouco.

“Nunca tive férias em 13 anos de carreira. Chegou minha hora de descansar um pouco, mesmo que num momento delicado. No começo quis me aperrear, depois lembrei que somos fruto do que plantamos e eu sei bem tudo que plantei, não tenho porquê me aperrear”, ressaltou.

Segundo ela, nos dias ruins, ela reza, canta, estuda e faz lives. Tudo isso para ficar perto do público. Além disso, Kel tem experimentado coisas que ela não podia antes da pandemia como: fazer tarefas domésticas e estar mais perto do filho.

“Quando penso em ficar triste, lembro que precisamos confiar, nos planos de Deus e busco me animar, e trabalhar da maneira que posso agora. Além de ajudar o próximo, através das lives”, enfatizou.

Para o fim da pandemia, a cantora disse que deseja ter saúde física e mental. “Quero continuar vivendo de música e ajudar os mais necessitados, pois muitos não terão a oportunidade de recomeçar depois de uma crise como essa”.

Live no sábado (11)

Para comemorar a chegada de mais um ano de vida, a cantora alagoana Kel Monalisa realiza no sábado (11) , às 15h, mais uma live em seu canal oficial no Youtube. 

O projeto leva o nome “Boteco da Kel” que tem o objetivo de arrecadar doações para o “couvert virtual” – forma encontrada pela cantora de reverter os valores recebidos em cachê para os músicos que compõem sua banda. 

Para a live, Kel promete que terá muito Samba, alegria e energia. “O projeto “Boteco da Kel” foi criado para levar o samba pro meio do povo, no momento não podemos, mas quero com a live que as pessoas sintam, como se estivéssemos juntos.”

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Estudante aprovada em seis universidades internacionais faz campanha para garantir viagem

A estudante Ana Carla Carlos, tem 30 anos, é formada em Relações Internacionais e é o que para muitos pode ser chamada de “gênio”. Alcançou a façanha de ser aprovada em seis mestrados internacionais e hoje trava uma batalha não mais com os estudos, mas para conseguir o montante financeiro que precisa,  arrumar as malas e partir para o país onde fará o mestrado.  A jovem corre contra o tempo e tem se desdobrado para realizar o sonho.  

O Eufemea conversou com Ana Carla, que contou  sobre sua vida e o que faz para arrecadar o dinheiro que precisa para viajar cursar mestrado. 

“Eu moro com a minha mãe, a minha irmã e o meu padrasto, em Salvador/BA. No momento, não tenho um trabalho formal, mas para conseguir alcançar o objetivo do mestrado eu trabalho com tradução de documentos e dou aulas de inglês”, ela diz. Ana nasceu em Brasília e aos dois anos, após a separação dos pais, se mudou para a Bahia. 

 A minha família (minha mãe e o meu padrasto), conta Ana Carla, “sempre me ajudou e ajuda muito, e eu gostaria de destacar que a campanha de financiamento coletivo não corresponde a 100% do que eu preciso, mas aproximadamente 50%. Conforme destacado no site do Catarse (https://www.catarse.me/ajude_ana_a_estudar_na_suica?project_id=115787&project_user_id)”. 

“Após muito tempo juntando, consegui junto com a minha família arrecadar cerca de 47% do total, ou R$ 74.500,00. Como os custos de estudar no exterior são muito elevados, decidi criar essa campanha para que eu pudesse inspirar mais pessoas a buscarem os seus sonhos, independente do lugar de onde elas vêm, e também compartilhar o meu propósito de vida, que é o de reduzir desigualdades e garantir direitos de pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive”.  

Ana Carla: “Como os custos de estudar no exterior são muito elevados, decidi criar essa campanha” Foto: acervo pessoal

Para Ana Carla, “realizar o mestrado é uma forma de aprofundar o meu conhecimento para promover mudanças reais na prática, gerando transformações na minha comunidade e no meu país. Eu sou apenas um vetor para que isso aconteça”. 

Quanto à aprovação em seis mestrados, ela fala que “foram muitos meses de preparação, entre aulas de inglês, redações, currículo, cartas de motivação, entre outros documentos, e dedicação em todo o processo de candidatura. Candidatar-se a um mestrado internacional é um processo demorado, complexo e que exige muito tempo e esforço, e como as instituições de renome são muito competitivas, uma vez que recebem candidatos do mundo inteiro, eu me apliquei para várias sabendo que era muito difícil ser aprovada. Felizmente, eu conquistei seis aprovações. Tentei dar o melhor de mim e mostrar às universidades a minha trajetória e as minhas qualificações de forma clara e concisa”. 

Ana Carla conta ainda que começou a se preparar no ano passado, a partir de junho. “Enviei as candidaturas em dezembro, janeiro e fevereiro”, ela revela ao falar sobre os cursos. “Escolhi como primeira opção uma universidade em Genebra (o IHEID). É um instituto de excelência, mundialmente reconhecido, e conta com professores de alto calibre que são referência no tema. Oferece não só um ambiente multicultural e de intenso compartilhamento de experiências, com estudantes de mais de 100 países diferentes, mas também oportunidades personalizadas de especialização e linhas de pesquisa”. 

“Todas as universidades são de excelência, incluindo a universidade de Chicago que está entre as 10 melhores do mundo. Gostaria de ressaltar que possuo a comprovação de aceitação em todas as universidades mencionadas, e inclusive apresentei esses documentos a todas as emissoras de TV que fizeram reportagem comigo.” 

Foram as seguintes as universidades onde ela foi aprovada e os cursos:  

Universidade   Brandeis University (EUA), no curso Master in International Sustainable Development; Central European University (Hungria/Áustria), no curso Master in Public Policy; University of Chicago (EUA), que está entre as 10 melhores universidades do mundo, para o curso de Master of Arts in International Development and Policy (MAIDP); na Graduate Institute of International and Development Studies (Suíça), curso Master in Development Studies; International Institute of Social Studies/ Erasmus University Rotterdam (Holanda), curso Master in Development Studies e na Maastricht University/ UN-Merit (Holanda), no curso de Master Programme in Public Policy and Human Development. 

‘Vaquinha’ eletrônica, brechó, rifa, aulas de inglês … 

Realizar o sonho, no entanto, depende agora de recurso financeiro e Ana Carla corre para assegurar. Iniciou uma campanha e abriu uma página no Instagram. 

“Como os custos de estudar no exterior são muito elevados, decidi criar essa campanha para que eu pudesse inspirar mais pessoas a buscarem os seus sonhos, independente do lugar de onde elas vêm, e também compartilhar o meu propósito de vida, que é o de reduzir desigualdades e garantir direitos de pessoas que não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive”.  

 A jovem lança um apelo: “Quem quiser fazer parte da campanha e contribuir com esse sonho de reduzir desigualdades através da educação, há várias formas de apoiar: há a vaquinha (link do catarse), em que pode ser doado qualquer valor, além do brechó, uma loja de livros e rifas. Recentemente, lancei uma rifa na qual quem participa concorre a mais de R$ 900 em prêmios, incluindo uma tatuagem de R$ 600.  Além disso, eu ofereço aulas de inglês e também consultoria para candidatura a universidades no exterior. No perfil da campanha no instagram, eu compartilho várias dicas de inglês e dicas de como estudar no exterior”, ela conta. 

Segundo ela, até agora conseguiram arrecadar aproximadamente 35%, “e a campanha irá até o dia 28 de julho (pois eu preciso comprovar para o consulado da Suíça uma prova de fundos equivalente a um ano de estudos, e apenas assim eu consigo iniciar o mestrado). Eu acredito muito que se cada um puder contribuir um pouquinho, eu conseguirei alcançar a meta e efetivar o meu papel como agente transformadora da sociedade”.  

Ana Carla pretende fazer pesquisa e criar projetos em temas vinculados à pobreza e desigualdade

 Questionada como se dará esse retorno à população com os seus estudos, ela explica: “Durante o mestrado, eu pretendo fazer pesquisa e criar projetos em temas vinculados à pobreza e desigualdade, desenvolvendo as minhas próprias reflexões e estratégias para gerar ainda mais impacto na comunidade, trabalhando nas Nações Unidas. Desde muito nova, eu tenho a certeza de que o meu propósito é impactar e mudar a vida das pessoas, e cursar esse mestrado será decisivo para que possa adquirir conhecimento aprofundado e aplicá-lo na prática”. 

 “Eu pretendo aplicar o meu conhecimento na prática, trazer tecnologias inovadoras e experiências de sucesso para a Bahia e para o Brasil, com foco na redução de desigualdades e pobreza”, ela conclui. 
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As rainhas do xadrez: jovens contam como se destacaram no esporte em Alagoas

Desde a Idade Média até o século XVIII, o xadrez era o passatempo favorito de mulheres e homens. O jogo requer concentração, estratégia e inteligência. Apesar de ser conhecido como um jogo “masculino”, as mulheres estão ganhando mais espaço e mostrando que são verdadeiras rainhas do xadrez.

O Eufemea conversou com duas jovens que jogam xadrez e que ganharam campeonatos em Alagoas.

Giselle Kelly de Araújo, 19 anos, começou a jogar em 2013 por causa de um projeto que tinha no colégio que ela estudava, situado no município de Coruripe, em Alagoas.

Na época, segundo ela, não havia nenhuma menina jogando. “Até que meu professor de educação física me chamou, perguntou se eu tinha interesse e eu comecei a aprender”.

Foi por causa desse projeto que ela conheceu o xadrez. “Aprendi jogando e não deixei mais desde então”, contou.

Por causa da paixão pelo xadrez, Giselle já ganhou alguns torneios importantes e se destacou. Ao Eufemea, ela citou alguns. “Em 2016 fui campeã jeal; em 2017 e 2018 fui campeã alagoana absoluta; em 2019, campeã feminina dos jogos de rápido e blitz”.

Com a pandemia, a rotina dela foi modificada e agora ela treina em casa, jogando online. “Eu costumava treinar na federação de Alagoas, no estádio Rei Pelé com meu professor Gilberto, mas com a pandemia, eu treino em casa agora, jogando online, com livros e tabuleiros”.

Ela também vê alguns vídeos de aulas no Youtube e o professor joga online com ela. O desejo dela daqui pra frente é se tornar campeã geral, ser mestre.

Sobre o xadrez ainda ser considerado um jogo masculino, ela diz que por conta da história, o xadrez teve essa fama, mas que enxerga um crescimento das mulheres no meio.

“Quando comecei não tinha muita mulher. Já fui muitas vezes a única mulher em um torneio, mas hoje em dia tem bastante e a tendência é crescer”, finalizou.

Destaque no xadrez

A estudante Luyse Acioli, de 14 anos, descobriu a paixão pelo esporte muito nova, ainda com nove anos. “Fui gostando muito do esporte e comecei a ganhar alguns títulos alagoanos”.

Vendo o sucesso de Luyse, o professor e técnico dela, Stanley Lessa a convidou para que ela competisse fora do Estado em campeonatos nordestinos. “Na primeira vez fiquei em 3º lugar, na segunda em 1º e na última vez que foi ano passado em 2º lugar”, disse.

Esse ano por causa da pandemia, Luyse está participando de torneios online, mas garantiu que já ganhou diversos títulos por essa plataforma.

Sobre ser mulher em um esporte repleto de homens, Luyse disse que acha “incrível o empoderamento feminino em relação ao xadrez”, e que “cada vez mais vê meninas e mulheres entrando no esporte”.

“O Estado nos recebe muito bem tratando de igual pra igual, realizando campeonatos femininos”, explicou.

Ela também disse que já ganhou três campeonatos alagoanos e um Nordeste. “Alguns circuitos por categoria e o alagoano feminino absoluto”, disse.

Porém, ela não pensa em parar por aqui. “Quero chegar a níveis mundiais, conhecer jogadores fortíssimos, campeões mundiais e quem sabe, um dia, me tornar uma”, completou.

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Ainda não aprendemos a lição planetária do amor e perdão; saiba como o eclipse lunar vai agir

Na madrugada de domingo (05) para segunda-feira, vamos viver um novo eclipse lunar penumbral. O que isso quer dizer?

O eclipse virá carregado de emoções e sentimentos. O conselho que dou é que se coloque os pés no chão, já que é o eclipse será uma lua canceriana no signo de capricórnio.

Nem tivemos tempo de nos recuperamos do outro eclipse e agora vamos viver mais um. É como se fosse uma forma de teste para que aprendamos a ordenar nossas cabeças e corações.

Uma notícia importante sobre esse eclipse: provavelmente teremos mais casos de coronavírus em todo planeta. Afinal, ainda NÃO aprendemos a lição planetária do perdão e do amor ao próximo.


Se tivéssemos aprendido a amar o próximo como a nós mesmos, não teríamos tantos mandamentos ou leis a obedecer.

Para esse eclipse e para todo momento de pandemia, deixo algumas dicas:

Se ouça… converse com você.
Se baste….seja seu melhor amigo.
Se conserve….sua saúde mental, espiritual e física depende disso
Se harmonize…você é um instrumento musical para vibrar nas mais altas harmonias cósmicas. Comece agora!
Se perdoe….feche a porta do passado.

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Farmacêutica vítima de Covid relata estresse pós-traumático e crise de pânico após internação

A farmacêutica Monique Dayanne Procópio Vieira Alves descobriu que estava com Covid-19 após 5 dias de sintomas, quando perdeu o olfato e paladar. Daí para a frente, iniciou uma batalha contra a doença que ela estando na linha de frente estava quase certa que iria contrair, embora tomasse todos os cuidados. As consequências foram devastadoras não apenas para o corpo, mas para a mente. Monique é uma das profissionais de saúde que sofrem os efeitos psicológicos causados pelo vírus. 

“De fato minha desconfiança estava certa, dias depois houve a confirmação do exame. Tive muitos sintomas, febre, uma dor no corpo sem igual, prostração, perda de apetite, sem olfato e paladar. No oitavo dia de doença precisei ser hospitalizada, estava com 50% de comprometimento pulmonar”, relatou ao Eufemea a farmacêutica formada pela Ufal em 2006, especialista em Gestão em Assistência Farmacêutica pela Uncisal.  

Ela lembra como tudo aconteceu. “A gente sempre acha que tem os cuidados necessários, mas nós do front trabalhamos sob pressão o tempo inteiro e em alguns momentos a gente falha. Lavar as mãos constantemente, usar álcool em gel, fazia parte da nossa rotina exaustiva. A probabilidade de ter contraído no trabalho é quase 100%. É muito possível que meu dia de contágio tenha sido em 13 de maio, devido à sintomatologia apresentada”, diz Monique, que está no mercado há 14 anos, e há 9 na área hospitalar. 

O medo era algo muito concreto, relata Monique. “Doença desconhecida, onde nós presenciamos casos que não tiveram final feliz, e passa pela cabeça da gente que algo pior possa nos acometer. No início dos sintomas, me mantive em isolamento, mas com o agravamento do quadro precisei de internação por um período de 10 dias. Deus me abençoou e me colocou nas mãos de profissionais muito competentes e comprometidos com a minha recuperação”, ela conta. 

“Me afastei do trabalho por mais de 30 dias, após alta hospitalar me encontrava muito debilitada e com crises de pânico. Procurei ajuda especializada da psiquiatria, que me diagnosticou com stress pós-traumático. Esse stress se manifestava, principalmente à noite, com sensação que ainda estava com suporte de oxigênio, quando não mais estava”, ela relata. 

Prestes a voltar ao trabalho, Monique fala como se sente. “Medo de voltar ao trabalho não tenho no momento atual, porque não acredito na possibilidade de nova contaminação por Covid-19, embora todos os cuidados precisam ser mantidos. Procurei ajuda psicológica, tenho suporte da família e de amigos maravilhosos”, diz. 

Para Monique, “ser profissional da saúde em tempos de pandemia é ser super herói mesmo, é arriscar literalmente a sua vida pelo seu ofício. Mas, nunca poderemos desistir. O que seria do mundo sem nós? Quem iria cuidar dos doentes? Acho que além de tudo é missão. Na minha realidade, trabalhamos com os EPIs adequados, mas o profissional da saúde tem uma hiperexposição, a contaminação é praticamente inevitável”, diz. 

“Para finalizar, vivi uma tempestade, hoje são só pingos de chuva. E como eu, muitos outros profissionais venceram este inimigo invisível. Aguardando a tão esperada vacina”. 

“Devemos nos cuidar, buscar ajuda” 

O Eufemea conversou com a psicóloga Fernanda Medeiros Chianca, que explica as consequências do estresse para quem enfrentou o medo por ter contraído o vírus ou que teme ser infectando. 

Psicóloga Fernanda Medeiros Chianca alerta: “Quando a pessoa percebe que está perdendo qualidade de vida e tendo muitos prejuízos em sua vida, precisa buscar tratamento”

“O medo e a ansiedade são emoções normais de todos nós. Devemos ficar atentos quando essas emoções acabam interferindo de forma negativa e significativa e causam prejuízo nas nossas relações, sejam elas sociais, profissionais, afetivas ou qualquer outra”, afirma Fernanda.  

“Com relação aos profissionais de saúde que estão na linha de frente e tantos outros profissionais que não puderam se isolar e precisaram continuar exercendo suas atividades, essas emoções são válidas, só precisamos ficar atentos aos prejuízos que podem surgir a partir de tais emoções. É importante frisar que estamos vivendo um momento atípico, mas que o mundo inteiro busca medicações e vacinas para que consigamos superar tudo isso que está acontecendo. Já existem diversos estudos científicos que nos trazem esperança, com isso todos devemos nos cuidar, buscar ajuda quando necessário e evitem que os sintomas se agravem”, ela ressalta. 

A psicóloga diz que é possível, sim, superar o trauma e orienta: “Quando a pessoa percebe que está perdendo qualidade de vida e tendo muitos prejuízos em sua vida, precisa buscar tratamento. A psicoterapia tem papel fundamental. Através dela, nós psicólogos podemos auxiliar nossos pacientes a entenderem, aceitarem e enfrentarem essas emoções que estão nos trazendo prejuízos”.  

Quanto às consequências dos traumas para a vida profissional e pessoal, Fernanda informa que “é comum quando essas emoções que temos como negativas, o medo, ansiedade e tristeza, surjam não compreendermos e muitas vezes acabamos não aceitando e não sabendo como lidar. Quando tais emoções são desencadeadas é normal que busquemos estratégias para que evitemos senti-las, começamos a desmarcar ou faltar aos compromissos, dificuldade de concentração, problemas com o sono, irritação, explosões de raiva o que pode acarretar em mais conflitos tanto familiares quanto profissionais, e também acarretando em perdas, tanto em seu trabalho, quanto nas relações pessoais”, pontua. 

Ela diz ainda que não são apenas os que contraem a doença na forma mais grave que estão sujeitos a desencadear algum tipo de transtorno. “Na verdade, o que mais tem desencadeado tais sintomas é a incerteza e insegurança, esse sentimento de vulnerabilidade que estamos vivenciando no momento. Muitas pessoas estão tendo prejuízo em sua vida e não foram contaminados com o vírus”, observa.  

Consequências do isolamento 

O medo do desconhecido é o agravante. “Falamos muito pouco sobre morte, e na verdade a morte é um processo natural, uma das únicas certezas que temos. Mas, assim como não temos muitas informações sobre a Covid-19, não sabemos o que acontece após a morte, o que gera ansiedade, medo por ser desconhecido. Quando não sabemos como lidar com as adversidades, podemos nos tornar mais vulnerais a desenvolver os transtornos psicológicos”, ela diz. .  

Situação que tem aumentado o número de pessoas que recorrem aos consultórios em busca de ajuda psicológica, como informa Fernanda. 

 “A procura por atendimentos psicológicos tem aumentado de forma significativa, pois temos muitos fatores que contribuem para o surgimento ou agravamento de sintomas. Não tem sido apenas a ansiedade que está sendo desencadeada. Existem outros fatores que precisamos levar em consideração”.

Ela aponta para “o aumento de informação sobre a importância da saúde mental, desmistificando ainda mais o papel do psicólogo na nossa sociedade que ainda tem um estigma que é apenas para pessoas doentes ou loucas. As principais demandas que têm surgido, também têm relação com as consequências do isolamento, o que agravou quadros de depressão, a falta de contato físico, a sobrecarga na rotina devido ao home office e as dificuldades nas relações interpessoais e abusivas”.  

Fernanda explica ainda que “o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) consiste em reações disfuncionais intensas e desagradáveis que têm início após um ou mais eventos extremamente traumáticos. Os sintomas mais frequentes são medo, desespero, horror, revivência do medo, alterações emocionais e comportamentais”.

Segundo ela, “o sofrimento psicológico e as consequências à exposição a um evento traumático ou estressante são bastante variáveis, pois cada indivíduo reage de uma forma diferente, não existindo assim um período exato para que haja uma melhora. Por isso, é muito importante que se busque tratamento psicológico, e quando necessário tratamento psiquiátrico, para que sejam ministradas medicações que auxiliem e devolvam ao indivíduo a sua qualidade de vida. Lembrando que quanto antes buscar tratamento, mais breve será a recuperação”. 

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Destaque feminino na Câmara, deputada diz que “machismo ultrapassa todos os espaços do poder”

Foto: Assessoria

Ela é deputada federal e aparece como a parlamentar da Câmara Federal mais bem colocada – segundo o levantamento realizados pelo “Elas no Congresso” – quando se fala em projetos voltados para as mulheres. Sâmia Bomfim (PSOL-SP) tem sete projetos que tratam de violência contra a mulher, participação feminina na política e assistência às mães e gestantes. Ela conversou com o Eufema e falou do desafio da pauta feminina no Congresso Nacional. 

“Os projetos são importantes, e acho que há um grande déficit de legislação brasileira sobre esses temas que assegurem à proteção às mulheres”, diz.

Sâmia lembra que a Lei Maria da Penha é um marco na legislação e considerou “a melhor lei do mundo” se tratando dos direitos das mulheres. O problema, diz, é que as leis não são cumpridas em sua totalidade. “Isso principalmente no que diz respeito à violência. Se pensa em aspectos de punição dos agressores, mas não se busca o processo de acolhimento das mulheres, de moradia, de renda”.

Sobre a participação feminina na política, Sâmia comentou que na última eleição teve “o melhor resultado do ponto de vista da composição da bancada feminina”. “Os 15% alcançados foram considerado um recorde histórico. Isso só foi possível porque a lei aprovada há dois anos, obriga que 30% do fundo eleitoral seja destinado para as campanhas femininas. Quando a mulher tem mais visibilidade, ela tem mais viabilidade”.

A parlamentar comentou que, apesar disso, o número ainda é baixo. “Somos 51% na sociedade e tivemos apenas 15% na política”. 

Cotas no parlamento

Por causa dessa diferença, a parlamentar defende cotas no parlamento. “Ou seja, reservas de vagas de cadeiras de 50% para que tenha de fato a mesma proporção da sociedade e aí sim, os partidos políticos e a sociedade civil organizam a partir dessa definição legal. As mulheres se sentem mais convidadas e amparadas para disputar os espaços de poder”, analisa.

Com relação à participação feminina ainda é baixa, Sâmia acredita que existe uma parcela de mulheres não se sensibiliza ou utiliza a atividade política para fazer pautas para a demanda de gênero. “Mas acho que isso tem mudado, eu vejo no Congresso, eu vejo que tem muita demanda e elas não querem ficar para trás”.

Sem “sobrenome”

O desafio de se firmar na política é um desafio ainda maior para as mulheres que não são de famílias tradicionais.

Sâmia também ressaltou “que quando não se é filha, esposa ou não se tem algum sobrenome conhecido de algum coronel conhecido, é muito difícil estar na Câmara Federal”. “Principalmente quando se tem pautas feministas e socialistas”, destaca.

A deputada contou que ser respeitada e ouvida são os principais desafios que ela enfrenta na bancada federal. “Além disso, um desafio é desenvolver meu trabalho sem nenhum tipo de empecilhos em função do gênero dela”. Entretanto, o machismo atravessa todos os espaços do poder”.

Por outro lado, a parlamentar garante que isso não a abala e que o machismo e o misoginia acabam se tornando um tiro no pé. “As mulheres acabam se solidarizando umas com as outras. Não é fácil permanecer no poder, mas estamos num momento forte da luta feminista e esses problemas não nos impedem de ir além”.

Sobre o partido ser um dos que mais apoiam as pautas ligadas às mulheres, ainda de acordo com o levamento, Sâmia ressaltou que o Psol tem uma tradição na luta feminista. “A gente tem cota nos espaços de direção e tem a setorial das mulheres”. 

Projeto na pandemia

Para o futuro próximo, a deputada ressalta que pretende aprovar um projeto de lei que ela fez para o período da pandemia que estende o tempo de licença maternidade. “O projeto seria de 4 meses para 6 meses. Acho fundamental”.

Bolsonaro inimigo das mulheres

Conhecida como uma das vozes mais fortes da oposição, Sâmia vê o presidente Jair Bolsonaro como um inimigo. “Ele nunca escondeu que é machista e foi o único deputado que votou contra a PEC das domésticas. Ele sempre foi desprezível com jornalistas, deputadas, e isso se expressa no governo”, diz.

Sâmia disse que a ministra Damares Alves é uma provocação completa à luta das mulheres. “Desde o início, a Casa da Mulher Brasileira não recebeu um real de repasse e teve uma redução orçamentária significativa no enfrentamento de violência doméstica”.

Por fim, a parlamentar classificou Bolsonaro como o inimigo número 1 das mulheres. “A luta do ‘Ele Não’ foi a maior mobilizou da história do nosso país e isso mostra o que ele representa”.

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Covid-19 e Gravidez: Respondendo às dúvidas mais frequentes

(Foto: Shutterstock)

Diante de poucos estudos e muitas informações acerca da pandemia do novo Coronavírus, uma disseminação de notícias falsas e especulações são vistas diariamente na internet, principalmente. Com isso, e temendo os efeitos da última epidemia do Zika Vírus no Brasil, onde levou a vários casos de bebês com microcefalia no país, cada vez mais mulheres têm procurado médicos para tirar dúvidas sobre as consequências do novo vírus para as mães e os bebês.

Com o intuito de acalmar e orientar as gestantes e puérperas, resolvi responder às dúvidas mais frequentes das gestantes.

O Coronavírus pode causar infertilidade?

Até o presente momento não há nenhum estudo que mostre que a mãe infectada com o novo Coronavírus possa causar alguma má formação fetal como foi na época do Zika Vírus. Em relação as pacientes que estão desejando engravidar e podem engravidar naturalmente também não existe nenhuma recomendação da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), afirmando que as mulheres precisam tentar parar de engravidar até voltar à normalidade. Isso porque como não uma má formação fetal, não há ainda uma recomendação para que as mulheres não engravidem naturalmente neste momento.

Quando será liberado o tratamento de reprodução assistida?

Para aqueles casais com histórico de infertilidade e desejam passar pela reprodução assistida, tanto a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida quanto a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, em em nota técnica juntamente a ANVISA, liberou para realização de terapia de reprodução assistida com o intuito apenas de congelamento de óvulos ou embriões. Isso porque ainda não há estudos que nos deixem tranquilos em relação à ausência total de má formações ou perdas gestacionais.

A orientação é que deixem para transferir para o útero em um momento mais oportuno.

Para as gestantes que entrarão em trabalho de parto neste período de quarentena, quais os cuidados?

A FEBRASGO publicou algumas recomendações para as gestantes que são basicamente os mesmos cuidados de uma possível infecção por H1N1. Atenção à higienização e também com o acompanhante. Boa parte das maternidades estão restringindo as visitas, podendo entrar somente um acompanhante e tomando os devidos cuidados dentro das instalações hospitalares.

É possível haver transmissão do vírus para o bebê durante a gestação?


Sobre isso, tem aparecido alguns relatos de caso publicados e bem desenhado confirmando transmissão vertical (da mãe para o bebê) o coronavírus, identificando vírus na placenta e líquido amniótico.
O que temos de estatística no Brasil é que nosso país é campeão de mortalidade materna por covid, estamos com mais de 60 casos; Estamos observando uma complicação maior da doença a partir do segundo e terceiro trimestre, mas ainda não há informações em estudos sobre o período da gestação que seja pior o quadro.

Existe alguma contra indicação ao parto normal?

Não existe contraindicação ao parto normal, inclusive para as que tem o Coronavírus. Contudo, depende do quadro de saúde da gestante, se ela tem ou não sintomas e qual a gravidade deles.

Existe contra indicação a amamentação em puérperas portadoras ou suspeitas de Coronavírus? Precisam se afastar dos seus bebês?

A Sociedade Brasileira de Pediatria se posicionou que não contraindicação para o aleitamento materno. Para aquelas que não estão infectadas, a amamentação acontece normalmente em casa, sem a necessidade do uso de máscara. Se ela for coronavírus positiva deve utilizar a máscara e realizar todos os procedimentos de higiene, mas deve continuar amamentando e não precisa se afastar do bebê. E se esse bebê nasceu e precisou de cuidados na UTI, daí essa mãe que está infectada pelo vírus não vai poder entra na Unidade de Terapia Intensiva. Desta forma será orientado que ela retire o leite ou seja feita a complementação.

A orientação é que não se deve interromper as consultas de pré-natal, principalmente pelo fato da gestante ser considerada grupo de risco para complicações de COVID-19.

O Conselho Federal de Medicina juntamente com uma portaria do Ministério da Saúde liberaram as teleconsultas e teleorientações neste momento de pandemia. É importante procurar um profissional para tirar qualquer dúvida e receber as devidas orientações.

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Pandemia: casal trava batalha na Alemanha para o pai acompanhar nascimento da filha no Brasil

A psicóloga Kaanda Barros Ribeiro está grávida do primeiro filho. Com a pandemia do novo coronavírus, o companheiro, Christoph Sebastian Hauser, trava uma batalha junto à Embaixada do Brasil na Alemanha para conseguir a liberação de viagem e poder acompanhar o nascimento da filha Maria Ayla. É lá onde Christoph mora e trabalha, mas de onde acompanha diariamente a gestação de Kaanda, ‘conversa’ com a filha em chamadas de vídeo e faz planos para quando os três puderem se encontrar.   

Os dias são de muita ansiedade para a psicóloga, mas de muita confiança. Ela conversou com o  Eufemea a quem contou sobre sua vida e a profissão. 

“É a minha primeira gravidez, estou com 27 semanas e a gestação no aspecto físico tem sido muito tranquila. Emocionalmente falando, me sinto bem na maior parte do tempo, mas alguns dias estou mais sensível e me permito acolher isso também”, conta Kaanda.  

E relata a história de amor com o companheiro Christoph, o pai de sua filha.

“Ele é alemão e mora lá. Nos conhecemos aqui há mais de 2 anos e estamos juntos há 1 ano e meio. Quando decidimos pela gravidez sabíamos que poderia acontecer de ficarmos distantes nesse período, já que ainda moro aqui. Porém, o contexto da pandemia torna tudo mais difícil”, diz Kaanda. 

O plano, segundo ela, era de casarem na Alemanha em junho. “Eu iria passar um mês com ele. Agora já estamos desde janeiro sem nos ver e ele só virá em agosto e mesmo assim terá que ficar de quarentena por 14 dias. Teremos que preparar toda uma documentação para que ele possa vir e ficar no Brasil um tempo já que no momento não está permitido aos europeus viagens turísticas para cá”, relata.  

Kaanda diz que Christoph está com a passagem comprada “para 1º de agosto até 25 de outubro.  Mas temos que provar que ele é meu companheiro e pai de Maria Ayla para justificar. Ele virá para o parto e pós-parto inicialmente. Depois eu e Maria Ayla vamos morar lá. Devemos nos mudar em janeiro/fevereiro”, ela conta. 

“Ele gosta de cantar para ela” 

A distância, porém, não os impede de conversar todos os dias e de Christoph acompanhar a gestação de Kaanda e conversar com a filha.

Kaanda e Christoph se conheceram há mais de dois anos: “O contexto da pandemia torna tudo mais difícil”

“Nós nos falamos todos os dias por videochamada no WhatsApp e eu sempre incentivei que ele conversasse com ela, especialmente a partir do quarto mês de gestação quando o bebê já pode ouvir. Esses diálogos se intensificaram com os movimentos fetais. Ele gosta de cantar em alemão para ela e ela quase sempre se meche muito nesses momentos. É possível sentir que o vínculo afetivo está sendo gerado, mesmo com toda a distância física. Também procuro sempre que possível fazê-lo participar das consultas e exames de ultrassom, é uma maneira dele se fazer mais presente”.  

A psicóloga diz ainda que Christoph é engenheiro elétrico e trabalha na empresa Bosch, na Alemanha. “Eu irei morar com ele e nossa filha assim que ela tiver idade para viajar de avião, no quinto ou sexto mês de vida, ou seja, em janeiro/fevereiro do próximo ano. Analisamos que essa seria a melhor opção já que sou autônoma e possa realizar o meu trabalho à distância, então será mais fácil que eu saia daqui do que ele de lá”.  

Formada em Psicologia há mais de 8 anos, ela conta que atua e desde então “como psicoterapeuta com especialização na área perinatal que é uma área específica voltada para o estudo e cuidado com a mulher/mãe e sua família desde a preparação para engravidar, durante a gravidez, parto e pós-parto, oferecendo suporte psicoemocional para vivenciar esses momentos de profundas transições”. 

Também trabalha “como facilitadora de círculos de mulheres há mais de 4 anos numa perspectiva que une o trabalho terapêutico, constelação familiar e Sagrado Feminino. Neste tempo criei o grupo terapêutico para mulheres Ciclo Sagrado Feminino que acontece através de encontros mensais durante um ano na clínica SerHuno na Jatiúca”. 

“Agora, estou criando uma versão on-line e reduzida deste trabalho que será divulgado em breve. Além disso, conduzo o Programa Árvore: desenvolvendo facilitadoras de círculos de mulheres desde o início deste ano, voltado para mulheres que desejam aprofundar o seu autoconhecimento e se preparar para trabalhar com grupos femininos. Também sou uma das guardiãs da Jornada FloreSER que é um grupo de 4 mulheres que realizam juntas trabalhos terapêuticos e espirituais para mulheres através de rodas de conversa, workshops e retiros”, ela informa.