Prótese dentária x qualidade de vida: você sabia que existe essa relação?

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Apesar de todos os avanços no campo da Odontologia, a elevada incidência da perda dentária é uma realidade da população brasileira decorrente da cárie e problemas periodontais e, na maioria das vezes, é encarada pela sociedade como um processo natural de envelhecimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), qualidade de vida é “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida no contexto da cultura sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. A saúde, por sua vez, é definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença.

O acesso dos brasileiros à saúde bucal tem melhorado consideravelmente, mas não o suficiente para perdermos o título de “país dos desdentados”. A perda dos dentes é um dos fatores que mais interfere negativamente na qualidade de vida das pessoas entre 45 e 70 anos.

Essa faixa etária muitas vezes evita ir ao consultório odontológico por experiências negativas anteriores ou por falta de instrução de saúde bucal.

As alterações que ocorrem devido à perda dentária acarretam diversos problemas, não apenas na saúde bucal, mas também na condição sistêmica desses pacientes, podendo haver limitações para mastigar, evitando determinados alimentos que compõem uma dieta balanceada, causando deficiência nutricional.

A reabilitação por meio da prótese dentária (dentadura ou sobre implantes) é indicada nesses casos para devolver a capacidade mastigatória, a fala, fonação, deglutição, estética, além de proporcionar um aumento da autoestima desses pacientes, e um retorno ao convívio social.

O cirurgião-dentista assume um papel fundamental em proporcionar uma melhoria da saúde bucal desses pacientes e na qualidade de vida, por meio da recuperação dos três pilares: limitação funcional (dificuldade de falar), dor física (sensação de dor e incômodo para se alimentar) e desconforto psicológico (preocupação e estresse pela condição bucal).

É comum para pacientes que não possuem dentes e são usuários de próteses totais (dentaduras) apresentarem problemas de retenção e estabilidade das próteses que são relatados como fontes de sofrimento e má qualidade de vida.

Problemas estes são: dificuldade em pronunciar palavras, desconforto para comer, dieta insatisfatória, associado a um padrão de vida isolado com falta de apoio social, solidão, depressão, desamparo e dependência, demonstrando a influência que a saúde bucal representa na qualidade de vida de adultos e idosos.

Uma prótese antiga e mal adaptada pode causar muitos malefícios, como a
formação de traumas e feridas constantes, que podem evoluir para um câncer bucal, como também acúmulo de microrganismos, causando problemas patológicos na cavidade oral.

O ideal é uma visita regular a cada 6 meses ao cirurgião-dentista para avaliar e monitorar a prótese dentária, bem como a substituição numa média de 5 anos.

Previna problemas! Priorize a sua saúde bucal e qualidade de vida!
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Dra. Celina Wanderley
Dentista Protesista na Harmonitá Saúde Oral
Professora de Graduação e Pós-graduação em Odontologia no Cesmac/Al
Doutora em Prótese Dentária UNICAMP/SP
Mestre em Prótese Dentária FOSJC/UNESP/SP
Especialista em Prótese Dentária FOAr/UNESP/SP
Graduação em Odontologia na UFAL

E-mail:
dracelinawanderley@gmail.com
Site
www.harmonita.com.br
Instagram: @harmonitasaude