Portal Eufemea lança campanha virtual em apoio à tenente-coronel: #SomosTodasCamilaPaiva

Após os últimos acontecimentos com a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Camila Paiva, que foi alvo de ameaça e teve seus dados pessoais vazados, o Portal Eufemea criou uma campanha virtual em apoio à Camila. Com a hashtag, #SomosTodasCamilaPaiva, a intenção da campanha é reunir mais mulheres e mostrar que Camila não está sozinha.

Recentemente, Camila foi alvo de machismo por parte de um major da Polícia Militar que compartilhou uma foto dela de biquíni em um grupo de futebol da Associação dos Oficiais da PM e CBM. O caso ganhou repercussão na mídia local e nacional.

Ontem, Camila fez um boletim de ocorrência, já que seus dados pessoais foram vazados na internet junto com ameaças e ofensas. O grupo que fez isso se intitula como um grupo que “deseja morte às feministas, LGBTs e militantes”.

As fundadoras do Portal Eufemea, Niviane Rodrigues e Raíssa França, decidiram criar a campanha por entender a importância da união das mulheres nesse momento. “É um caso muito sério. Não podemos ficar de braços cruzados esperando que o pior com a Camila aconteça. Isso poderia acontecer conosco ou com outras mulheres. E a luta fica mais fácil quando reunimos mais mulheres para enfrentar esses grupos de ódio e machistas”, afirmou Niviane Rodrigues.

Além disso, as fundadoras reforçaram que a campanha é virtual e que ações serão desenvolvidas ao longo dos dias. Inicialmente, será feito um post no Instagram com o card e a tag da campanha com a intenção de mostrar que Camila não está sozinha.

Para as próximas semanas, uma reunião pelo zoom será feita com a Camila e várias mulheres. “O intuito dessa reunião é debater sobre machismo e assédio. E fortalecer mais ainda o grupo feminino”.

As fundadoras do portal também finalizaram afirmando que o Eufemea não é apenas um site de conteúdo feminino. “Ele é um espaço para que nós, mulheres, possamos desconstruir, dar voz e vez, ajudar mulheres… Se pensarmos apenas em fazer matéria e não fizermos nada por essas vítimas, não estaremos fazendo o nosso papel enquanto jornalistas e mulheres”, finalizou Raíssa França.