Atletas alagoanas relatam vitórias em competições, lições e paixão pelo esporte

Superação, força e determinação marcam as mulheres alagoanas que se dedicam às práticas esportivas. Nelas, as mulheres encontram um estilo de vida movido ao amor. O Eufemea traz relatos de atletas alagoanas que são vitoriosas e que contam sobre a rotina, os prêmios e os ensinamentos que esporte oferece.

A jornalista Deisy Nascimento, de 37 anos, encontrou a paixão pela atividade física ainda quando criança. “Quando cresci era só musculação e algumas atividades aeróbicas, mas quando comecei a fazer treino funcional me convidaram para participar de uma competição de trekking”.

Deisy Nascimento durante uma competição

Deisy confessa que foi com a cara e a coragem. Entretanto, o que ela encontrou no trekking foi aventura, contato com a natureza e superação. 

“Depois dessa prova comecei a me esforçar mais para ficar no mesmo nível dos meninos da minha equipe na corrida. Investi nos treinos e comecei a me destacar no esporte”, contou.

Atualmente, Deisy faz trekking e trail run. Mas não deixa a musculação e a corrida de fora. Para treinar, Deisy tenta encaixar os horários dos treinos nos intervalos do trabalho. “Tento treinar logo cedo ou pela noite e nos finais de semana”.

A paixão de Deisy pela atividade fez com que ela conquistasse títulos importantes. “Conquistei títulos por equipe como o campeonato do Circuito Alagoano de Trekking em 2018 pela equipe dos Bombeiros na categoria hard de 25km, em 2019 pela equipe Os Klouros também na categoria hard de 25km no mesmo campeonato, em ambos a equipe conquistou o lugar mais alto do pódio. Em 2018  recebi o troféu de atleta destaque da Liga Alagoana de Aventura”, destacou.

Outras boas colocações foram: por dois anos seguidos, Deisy Nascimento junto à equipe Os Klouros obteve a 3ª colocação geral na categoria extreme até 25km da Liga Alagoana de Aventura.

Paixão pela corrida

Juliana Jardim, 40 anos, é dentista. Mas é fora do consultório que ela encontra no esporte a terapia diária dela. “Quando servi ao exército como dentista temporária, de 2005 a 2010, descobri uma grande paixão, a corrida, então comecei a participar de algumas competições e assim me motivar cada vez mais a treinar”.

Juliana durante uma competição

No ano de 2008, Juliana foi convocada pela Comissão de Desportos do Exército (CDE) para compor a equipe feminina de corrida de orientação do EB.

Em 2016, juntamente com o marido e dois amigos, Juliana formou uma equipe de trekking chamada Vamo que Vamo para participar da Liga Alagoana de Aventura, conseguindo conquistar o bicampeonato 2016/2017 na categoria Adventure. “Em 2017, começamos a participar de competições de corrida de aventura e em 2018 iniciamos no triathon”.

“O ano de 2019 foi sem dúvida um ano glorioso para mim, pois participei do Ironman 70.3 e juntamente com minha equipe de corrida de aventura, a TREMITERRA, conquistamos o bicampeonato nordestino de Aventura 2018/2019 e a Copa Brasil de Corrida de Aventura”, contou.

Para ela, o esporte a desafia e a fortalece. “Me torno cada dia mais resiliente para enfrentar as dificuldades da vida. Através da atividade física eu descubro cada dia que meus limites eu ainda não conheço, e que posso ir muito além do que imagino”.

A ninja das corridas

A operadora de caixa Severina Alves de Lima, de 39 anos, é conhecida como Sil Ninja no mundo das corridas. Ela se apaixonou pela corrida após conhecer uma mulher dentro de um ônibus que a contou que corria por lazer com um grupo e a convidou.

“Eu era sedentária”, contou. “Mas fui e gostei. Me inscrevi na primeira corrida do doador Hemopac e ganhei o 1º lugar no 2,km”.

Sil com seu manto

Segundo Sil, daí o amor só aumentou. Ela conheceu o trekking e depois o trail run. A operadora de caixa tem uma grande lista de vitórias quando se fala em corrida.

Mas para garantir a boa forma, a rotina dela começa cedo. Todos os dias, Sil acorda às 4h da manhã para treinar. “Às 7:00h preciso estar pronta para ir ao trabalho”. E Sil continua seu treino indo para o trabalho. Ela caminha da praça Centenário, no bairro do Farol, até a Levada. 

Para ela, ser atleta é ser um estilo de vida. O fato de ser mulher, de acordo com Sil, não muda nada. “As mulheres não sabem a força e garra que tem”. Por fim, Severina disse que escutou que ela estava velha para a rotina. “Mas ser feliz é o que verdadeiramente importa”.
Esporte traz ensinamentos

A professora de zootecnia do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Carla Cordeiro, de 38 anos, não tem histórico de atleta na família. Mas o amor pelo esporte surgiu de maneira natural. “Nunca tive incentivo para tal, mas sempre pratiquei o esporte desde criança por hobby”.

Carla Cordeiro, de 38 anos

Musculação, muaythai, corrida, ciclismo, natação (triathlon) e corrida de aventura. Essas são algumas das atividades físicas que ela pratica. “O remo também entra pra conta”, acrescenta.

Carla confessa que já foi uma atleta mais dedicada e competitiva, já que antes tinha mais tempo. “Mas depois de ser mãe, precisei me organizar quanto a isso e me cobrar menos no quesito competitividade, mas ainda consigo sentir o prazer de estar em alguns pódios”.

A atividade física ajuda Carla que se considera ansiosa e enérgica. “O esporte sempre me ajudou a controlar a ansiedade. Acredito que o esporte também é essencial para o crescimento pessoal, uma vez que nos faz entender que sempre temos chance de melhorar, superar obstáculos e vencer”.

Por fim, Carla disse “que o esporte também traz a compreensão de que dias ruins existem, que também temos perdas, mas que se não desistirmos já somos vencedores”.