Produtos cosméticos podem causar riscos à saúde; farmacêutica fala sobre reações e cuidados

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Limpar, perfumar, alterar aparência e corrigir odores corporais a fim de protegê-los ou mantê-los em bom estado. Essas são as funções dos produtos cosméticos. Eles podem ser de produzidos com substâncias naturais ou sintéticas, e devem ter contato somente com a área estabelecida para uso, evitando assim exposição a áreas mais sensíveis. Entretanto, é preciso ter cuidado com os produtos que são comprados, pois eles podem apresentar riscos à saúde e efeitos adversos.

O Eufêmea conversou com a farmacêutica Flavia Scigliano Dabbur, Doutoranda em Desenvolvimento e Inovação tecnológica de Medicamentos – UFRN e Mestre em Fármacos e Medicamentos para saber quais são os riscos e o que deve ser levado em conta na hora da compra.

Segundo Flavia, um dos principais desafios para os farmacêuticos é saber qual a procedência (ou seja, quem fabricou os produtos). “Não sabemos quem fabricou e nem quais foram os produtos colocados neles ”, disse.

Flavia explicou que todos os produtos devem ser registrados na Anvisa, independente de serem importados ou fabricados no país. “Tudo tem que passar pelo aval da Anvisa. Toda parte regulatória, de documentação”, falou.

A farmacêutica disse à reportagem que os cosméticos podem causar reações, mas que os não se sabe quais foram os ingredientes utilizados têm mais chances. “A gente tem o risco de não saber os ingredientes por conta da rotulagem incorreta. Não sabemos se os ingredientes utilizados são perigosos ou não”.

Quando se fala em problema de irritabilidade tópica, de acordo com a especialista, o produto para alisamento de cabelo é o campeão. “A maioria que se utiliza é regulamentado, mas é necessário saber se o salão de beleza usa produto regulamentado. Ou seja: é importante checar se no salão de beleza o produto é regulamentado”.

E quais são as reações que esses produtos podem causar?

De acordo com a farmacêutica, as reações alérgicas a cosméticos podem variar de eritema leve com escala de coceira mínima até placas vesiculares, bolhosas e endurecidas que são intensamente pruriginosas.

Elas podem ser classificadas em: Dermatites de contato irritante (que é o tipo mais comum); Dermatite fotoalérgica (ocorre quando aplicado o produto e há exposição à luz do sol. Se apresenta como queimadura solar que pode ser seguida por hiperpigmentação e descamação); Ardência facial (pode ser manifestada como ardência ou queimadura alguns minutos após a aplicação de um cosmético que se intensifica por 5 a 10 minutos e depois desaparece após 15 minutos) e Vermelhidão (pode ser causada principalmente por sabonetes, está associada ao desequilíbrio no pH cutâneo. Os sabonetes em barra têm pH variando (8-10) e o pH cutâneo gira em torno de 5,5).

E o que fazer para que se compre os cosméticos adequados e seguros?

A especialista disse que os locais adequados são drogarias, lojas que já vendem cosméticos e supermercados. “È necessário que as pessoas comprem em estabelecimentos regulamentados e que tem aval para funcionamento. Aliás, eles são estabelecimentos que são registrados”.

Entretanto, ela ressaltou que algumas pessoas podem ter reações – mesmo comprando nesses locais seguros – e explicou que isso depende da sensibilidade de cada um. “Isso é algo muito pessoal, mas você comprando em outros locais que não são seguros, aumenta o risco de você ter problemas com cosméticos”, acrescentou.

Se você está se perguntando o que deve se levar em conta no momento da compra, a farmacêutica responde: a rotulagem. “Ela é a principal porque é onde a gente pode pegar as informações”.

De acordo com ela, existem regras e resoluções de rotulagem para produtos cosméticos. O que sempre deve constar: a composição, ou seja, os ingredientes que compõe a formulação com seus nomes químicos (que vêm descritos todos em inglês); se vier tudo em português já está errada a rotulagem. “Modo de uso, precauções, data de validade, número de lote e informações completas do fabricante também devem constar no rótulo”, finalizou.