Após levar três tiros do ex e ficar paraplégica, mulher cria vakinha online: “Meu sonho era voltar a andar”

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O relacionamento de Creuza Karla de Souza Galvão e de Jesse Francisco da Silva começou com promessa de amor eterno. Entre um ‘eu te amo’ e outro, Creuza não imaginava que Francisco seria a pessoa que a deixaria presa numa cadeira de rodas. Tudo começou com agressão verbal, depois física e por fim, uma tentativa de feminicídio.

Segundo a vítima, o ciclo de violência se repetia e por isso, o relacionamento acabou. Jesse chegou a cortar o cabelo da ex-companheira com uma faca.

“No começo, ele falava grosso comigo, depois pede desculpas. Depois ele bate em você, pede desculpas e você vive apanhando calada e acreditando na desculpa”, disse.

Creuza disse que foi ameaçada de morte, mas não acreditava que ele fosse fazer isso. “A gente nunca acredita e ele termina fazendo. Se algum homem falar grosso com você, não continue essa relação”, aconselha.

Foi em 23 de junho de 2012 – data que ficou gravada na vida de Creuza – que a vida dela mudou drasticamente. Nessa época, Creuza já havia se separado de Jesse. Eles tiveram um relacionamento de 1 ano e dois meses.

“Eu estava chegando de um show do Alexandre Pires e ele e um amigo estavam me esperando chegar em casa. Foi aí que um amigo dele me deu uma rasteira e quando eu me levantei, o meu ex me deu um tiro na bunda. Em seguida, me deu dois tiros no peito. Foi quando eu já não sentia minhas pernas”, contou.

Após três tiros, Creuza teve os dois pulmões perfurados, ficou em coma e está paraplégica. Jesse foi preso. O caso aconteceu em 2012, mas ela não esquece um detalhe sequer do dia.

“As pessoas dizem que preciso me conformar. Eu não preciso porque não nasci assim. Eu fiquei paraplégica por causa do meu ex. Ele está preso, mas algum dia ele vai responder em liberdade. E eu? Eu estou presa numa cadeira de rodas sem poder andar”, lamentou.

É com o filho que Creuza conta pra tudo. “Até a infância do meu filho foi roubada. Ele precisou virar adulto antes do tempo. Na época, ele tinha apenas nove anos. Eu deveria ter cuidado dele, mas ele cuida de mim”.

Antes do ocorrido. Foto: Cortesia ao Eufemea.
Vakinha para ajudar a Creuza

Como a vida de Creuza mudou e ela não pode trabalhar, ela vive com um salário mínimo na cidade do Recife. O sonho dela é voltar a andar. “Mas sei que é impossível”, disse.

Ao Eufemea, Creuza disse que tem outro sonho: sair do aluguel. Para isso, familiares e amigos criaram uma vakinha online para ajudá-la. Quem quiser contribuir com algum valor, clique aqui