Assistente social, negra e defensora do SUS: conheça a primeira pessoa vacinada contra a covid em AL

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Foto: Felipe Brasil

Ela é assistente social, negra, alagoana e atua na linha de frente no combate à covid-19. Há 22 anos, Marta Antônia de Lima, de 50 anos, se dedica ao Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, dia 19 de janeiro de 2021, um dia histórico para ela. Afinal, Marta foi a primeira alagoana vacinada contra a covid.

Emocionada, Marta não escondeu a felicidade de participar daquele momento ímpar e agradeceu aos que trabalharam para que a vacina virasse realidade.

“Meu primeiro agradecimento é para os voluntários e pesquisadores que fizeram essa vacina acontecer”, falou.

A cerimônia aconteceu no Hospital Metropolitano, na Cidade Universitária, em Maceió. Marta é servidora do Hospital da Mulher e mesmo durante a situação mais crítica da pandemia, não abandonou o trabalho.

Foto: Daniel Paulino/Cortesia

Segundo ela, aquele momento histórico também era uma homenagem aos profissionais da saúde que deixaram tudo de lado para que pudessem salvar vidas.

“Fomos chamados para cuidar das pessoas. Fomos para a luta, para o enfrentamento. Trabalhamos com dedicação e é preciso que agora, mesmo após a vacina, as pessoas continuem tomando cuidado”, afirmou.

Marta disse que sentia-se honrada em participar deste momento e reforçou que acredita no SUS. “Sei que podemos fazer um sistema de maneira qualificada”.

Por fim, a assistente social fez um pedido para a população. “Se vacinem, se cuidem. Abracem a vacina. Ela é a possibilidade que a gente tem de controlar a pandemia e minimizar os casos mais graves, reduzir as internações e poupar vidas. A história tem mostrado que a vacina tem sido importante”.

E para quem ainda não acredita na ciência, ela disse: “Acreditem na ciência. Acreditem na vacina”.

Histórico da profissional

Formada em serviço social pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Marta Antônia ingressou, em 1998, por meio de concurso público, como assistente social na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió. Em 2003, atuou na Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), contribuindo no processo de Educação Permanente de servidores e residentes de enfermagem, ministrando módulos tanto sobre o SUS, quanto da Santa Mônica no contexto da saúde pública em Alagoas. A sua intervenção profissional na maternidade vem abrangendo a participação em ações estratégicas, a exemplo das implantações da Lei do Acompanhante (Lei n° 11.108/2005), do Cartório de Registro Civil na Maternidade e da revisão dos protocolos assistenciais, dentre outros.

Já em 2010, assumiu a Coordenação do Núcleo de Educação Permanente (NEP) da MESM e, além disso, passou a integrar a equipe da Assessoria Técnica de Planejamento da Superintendência de Atenção à Saúde da Sesau, na qual trabalhou com os instrumentos do PlanejaSUS e nos processos de implantação das Redes Temáticas.

Em setembro de 2019, assumiu a Supervisão Assistencial do Hospital da Mulher. Para ela, a unidade hospitalar, enquanto maternidade, foi um marco na saúde pública em Alagoas. “Um equipamento de saúde que eu almejava há muito tempo para que pudesse acolher as gestantes alagoanas de risco habitual”, disse.