Você já teve sua autoestima afetada pela acne?

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Oii Bonitas, hoje vamos falar sobre a autoestima e pele livre. Alguém aí já teve a autoestima afetada por causa de acne? Acho que a muitas de vocês responderam que sim.

Por mais que seja algo comum e que muitas pessoas têm, a acne ainda é vista com algo feio e “sujo” por muitos. Crescemos ouvindo que uma pele bonita é aquela lisinha, sem poros, manchas, marcas ou as temíveis espinhas e cravos. Mas já pararam para pensar que na verdade uma pele bonita são as peles reais, digo “reais”, pois não existe pele perfeita.

Todo mundo carrega uma história, cicatrizes, sinais, seja o que for, mas nunca será uma pele sem qualquer imperfeição. É engraçado como a sociedade nos impõe padrões irreais e nos colocamos a aceitar essas regras inalcançáveis de maneira que nos maltratamos, deixamos nossa autoestima baixa, nos comparamos com peles modificadas por filtros, efeitos ou procedimentos cirúrgicos ou estéticos.

Aliás, falando em tratamentos estéticos, como podemos maltratar tanto nosso corpo? Ácidos, peelings, agulhas, cirurgias e uma ritual inacabável de produtos para tentar ficar igual a um filtro de rede social. Falo isso, pois sofro com acne e cicatrizes e já passei por diversos procedimentos dolorosos: a pele descama, fica vermelha, inchada e fica dolorida. E mesmo ardendo, queimando, inchando, ainda têm cicatrizes e acnes, não mais como na adolescência, é verdade, mas toda a vez que tenho crise, elas estão ali para me lembrar de que existem.

Aí vem a temida onda de baixa autoestima: comparações, indagar o por que que não consigo ter uma pele “bonita”, como se isso fosse culpa minha, como se eu não fizesse o bastante para mantê-la bonita, longe das cicatrizes e espinhas.

Não estou aqui querendo levantar a bandeira que os tratamentos não servem para nada ou que não devemos nos cuidar. Sim, devemos ir ao dermatologista (ou algum outro especialista) para entender sobre nossa pele e adequar alguns tratamentos, pois há casos de espinhas que são hormonais ou por outras questões de saúde.

O quero deixar aqui nesse texto é um apelo – sim, um apelo -. Vamos nos olhar com mais carinho e quando falo “vamos”, quero me referir a mim também.

Devemos caracterizar como beleza aquilo que temos de individual, sem comparações, ofensas e críticas a nós mesmas. Já perceberam como podemos ser as nossas maiores inimigas?

É incrível a capacidade que temos de nos compararmos e nos julgarmos por coisas que não são nossa culpa. Às vezes devemos parar e cuidar mais de nós e esse cuidado não precisa ser tão invasivo e dolorido. Talvez, tão somente, precisemos nos olhar com mais compaixão e entendermos que está tão fora de moda sermos tão padronizadas.