Homem que ameaçou pastora após casamento homoafetivo mandou foto de revólver ao lado da Bíblia

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Foto: Arquivo Pessoal

A pastora Odja Barros da Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió, sofreu diversas ameaças após ter celebrado um casamento homoafetivo entre duas mulheres na última semana. Em uma das ameaças, o suspeito mandou uma foto do revólver ao lado da Bíblia e disse que daria cinco tiros na cabeça dela.

Na Bio do Instagram do suspeito de ameaçar a pastora tem escrito: “Cristão”. “DEUS tu és o rei, o supremo Governador de tudo!”. O perfil tem 16 mil seguidores.

O homem, que se diz morar no bairro do Vergel, em Maceió, chamou a pastora de vagabunda, sapatão e mandou uma foto de uma arma ao lado da bíblia.

Ele não só enviou mensagens de textos e fotos, mas também áudios no Instagram. “Tá vendo esse revólver aqui? Eu vou colocar cinco bala [sic] na sua cabeça, viu, sua sapatão?! Nunca que você é uma teóloga. Nunca, mano! Tá tirando, mano. Tu tá usando a Bíblia, mano, que nunca leu um livro pra casar duas mulé [sic], sendo que Deus condena isso lá em Levítico. Você tá tirando, mano, teóloga? Quantos livro [sic] você leu, cara? Você vai pagar, minha irmã, porque eu já tenho aqui os seus familiares”.

Uma das fotos que homem enviou. Foto: Cortesia

Por causa da gravidade, a pastora procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Ela também esteve reunida, na manhã desta quarta-feira (15), com a Secretária de Estado da Mulher e Direitos Humanos, Maria José; com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos – CEDDH, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher – CEDIM, a vereadora Teca Nelma e o delegado Carlos Reis. 

Foto: Ascom Semudh

Ao Eufemea, a pastora disse que ainda se sente assustada e insegura diante da gravidade da ameaça. “Da violência, dos termos e do ataque com anúncio de morte”. Mas ela afirmou que desde ontem com as medidas que estão sendo tomadas a deixam mais segura. 

“Que o medo não me deixe recuar. Eu estou trazendo a público. Isso não ameaça somente a mim pessoalmente, mas as nossas instituições gerais. Nós devemos lutar para garantir o nosso direito”, comentou Odja.

A teóloga também reforçou que tem superado esse tipo de violência para agir. “Não foi somente uma ameaça de morte desse perfil que nós estamos judicializando, mas além dessas, recebi várias mensagens intimadoras e violentas. É preciso entender que a gente precisa respeitar o direito do outro e respeitar a minha função como pastora”.