Diástase abdominal: fisioterapeuta esclarece doença enfrentada por mulheres no pós-parto

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O corpo feminino passa por diversas alterações durante o período de gravidez, causando inseguranças sobre como o corpo irá se recuperar. A diástase abdominal é a principal causa de flacidez abdominal e dor lombar no pós-parto, causando além da dor lombar, incontinência urinária e dificuldade em realizar movimentos.

Ao Eufemea, a fisioterapeuta e especialista em diástase abdominal Leônia Meury explica que a doença se trata do afastamento dos músculos retoabdominais, que geralmente acontece durante a gravidez.

Ela pontua que o normal é ocorrer a diástase fisiológica, que é o afastamento dos músculos retos abdominais para o crescimento do bebê. No entanto, após o parto 60% das mulheres não voltam o abdômen normal ocorrendo a diástase patológica, que é o afastamento dos retos abdominais mais que 2cm.

A doença também causa impactos estéticos como o abdômen flácido, protuso e com a aparência de uma pessoa ainda grávida.

No entanto, Lêonia alerta que a diástase não acomete somente as mulheres após o parto, também pode acontecer em homens e até mulheres que nunca passaram por uma gestação.

“O que pode levar essas pessoas terem diástase além da gestação é constipação crônica, atletas que pegam muito peso, ou fazem exercícios incorretos e obesidade”, explica.

Já o tratamento é realizado com séries de exercícios específicos para o fortalecimento do abdômen e assoalho pélvico, dividido por etapas, dependendo da evolução de cada paciente pode durar até 5 meses.

Questionada sobre os benefícios de praticar exercícios para diástase após a gravidez, a fisioterapeuta pontua que é necessário para não progredir o problema como hérnia discal e incontinência urinária. “No pós-parto a recuperação do abdômen é bem mais rápida, no geral melhorando a qualidade de vida dos pacientes e prevenindo complicações maiores”, diz.