Marina Silva, Simone Tebet e Janja: as três mulheres decisivas para a eleição de Lula

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(Foto: Ricardo Stuckert)

O segundo turno das eleições também foi marcado pelo protagonismo de três mulheres que mergulharam de cabeça na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marina Silva, deputada federal eleita; Rosângela da Silva, a Janja (esposa do presidente eleito) e Simone Tebet (que foi candidata à presidência).

Ao Eufemea, a cientista política Luciana Santana avaliou o apoio dessas figuras femininas e disse que isso fez um diferencial para que Lula mantivesse uma mobilização do eleitorado e uma confiança em relação à votação que ele teve.

Foto: Assessoria

“Foi um acordo feito entre eleitores e os candidatos numa garantia de que Lula incorporasse temas e agendas que são defendidas por elas”, disse.

Mas não é só isso. A especialista aponta que o fato delas irem a campo — subindo em palanques, conversando com eleitores — mostra que sem isso, provavelmente, o presidente eleito não teria tido o mesmo êxito.

“Marina Silva já esteve em outros governos com Lula, e de qualquer forma, já teve um alinhamento por causa da própria perspectiva do que ela defende, mas Simone era uma adversária e nunca esteve num palanque petista. E isso fez toda uma diferença e teve um peso no voto do eleitor”, explica.

Para Luciana Santana, Simone Tebet sai como uma gigante da eleição. “Ela foi generosa e conseguiu compreender a importância da candidatura do Lula nesse momento do país. O fato disso acontecer e a forma como ela lidou faz com que ela saia maior do que entrou”.

Luciana também acrescenta que a depender da posição que Tebet vá ocupar no governo Lula, ela sai gabaritada para ser candidata à presidência em 2026 e com chances de ser eleita.

“Em termos de cenário da visão política, não apenas dela, mas do próprio investimento que o MDB vai fazer e aliados, tendo em vista a posição que ela ocupar no governo Lula”, explica.

Janja: a primeira-dama

O papel de Janja dentro da campanha de Lula foi fundamental. De acordo com Luciana, a experiência dela como socióloga e a posição que ela ocupou na campanha trouxe um diferencial.

“E isso nos dá a dimensão da relevância que ela terá enquanto primeira-dama, diferentemente da Marisa, que foi mais discreta. Provavelmente nós vamos ter uma Janja mais ativa e envolvida em causas sociais, nas políticas para mulheres e para grupos minoritários. Acredito que ela trará boas contribuições para a temática”, destaca.