Jornalista alagoana é escolhida para integrar cerimônia de posse da Presidência da República: “é o reconhecimento de um trabalho”

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Foto: Dyego Duarte

A jornalista e mestre de cerimônias alagoana, Charlene Araújo, foi escolhida para integrar a equipe de cerimonial da posse da Presidência da República, que acontece no dia 1º de janeiro de 2023. Ao Eufêmea, ela conta como se sentiu após receber a notícia e o que isso representa para sua trajetória como mulher e profissional.

Charlene explica que recebeu o convite da equipe que está realizando a transição do governo e organizando o Festival do Futuro, a festa de comemoração à posse do presidente eleito Lula (PT). “O convite veio através de Márcio Tavares, que é da Cultura do PT, e provavelmente que vai integrar a equipe da ministra Margareth Menezes, no Ministério da Cultura”.

Ela afirma que no início do ano, quando Lula veio para Maceió participou de eventos junto ao político e teve seu trabalho reconhecido. “Junto com o Perereca, que é outro cerimonialista do governo de Alagoas, nós apresentamos o evento do Lula. Eles nos convidaram e a apresentamos lá no Centro de Convenções. Quando houve a caminhada do candidato em Maceió, nós também fizemos a locução”.

“Acredito que nesse meio tempo nosso trabalho deve ter chamado a atenção deles. Porém, quando me fizeram o convite, afirmaram que estavam precisando de uma voz feminina e perguntaram se eu topava fazer a posse do presidente Lula. Óbvio que eu topei”, completa.

A cerimonialista comenta que, no entanto, “a ficha ainda está caindo a respeito do convite”. “Estou me sentindo bem e feliz. Queira ou não é o reconhecimento de um trabalho, de uma jornada que venho percorrendo, como mestre de cerimônias, desde 2016”.

“Acho que isso é o auge para quem desempenha a função. Comecei no Governo do Estado, depois comecei a fazer alguns eventos privados e públicos. Chegar à presidência realmente é o topo, o marco”, diz.

Para a jornalista, ocupar essa função sendo uma mulher é algo significativo. “A gente sabe que em alguns lugares mestres de cerimônia geralmente são homens. Mas temos muitas mulheres desempenhando a função muito bem”.

“Saindo daqui de Alagoas, um estado ‘pequeniniho’, com tanta gente pelo país que poderia ter sido escolhida e o meu nome ter sido lembrado e apontando para fazer isso é uma honra muito grande”, destaca.

Ela declara ainda que está muito feliz e sente que precisa representar bem o estado. “Como mulher, mãe, jornalista, mestre de cerimônia, como tudo, eu me sinto muito feliz e vou dar o meu melhor para que esse dia fique marcado”.

Charlene pontuou que não está enxergando essa oportunidade apenas como uma posse, mas como um marco na história do país, por tudo que “vivemos nos últimos tempos”.

“Não só por conta da posse, mas por todo contexto que a gente vem vivendo no país de forma política. O dia 1º de janeiro de 2023 vai ser marcado como o dia da virada de chave, tenho certeza. A gente teve uma virada em outubro e vai consolidar essa virada a partir do dia 1º”, finaliza.