Transtorno do Espectro Autista, por que um “espectro?”

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A OMS (Organização Mundial de Saúde) apresenta que uma a cada 160 crianças no mundo tem o Transtorno do Espectro Autista. O mês de abril foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para se trabalhar a conscientização sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista). 

Quem conhece mais de uma pessoa com TEA, com certeza, fica confuso diante das grandes diferenças entre elas. Para explicar para vocês um pouco mais sobre esse assunto, convidei o psicólogo, especialista no assunto, João Henrique Correia Ferreira (CRP 15/6973) para explicar melhor sobre essas diferenças.

O Transtorno do Espectro Autista – TEA (F84.0), é caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social em vários contextos, incluindo déficits na reciprocidade social, comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social e habilidades no desenvolvimento, manutenção e compreensão de relacionamentos. Além de requerer a presença de padrões de comportamento, interesses ou atividades restritos e repetitivos. (DSM-5-TR)

Hoje entende-se o autismo como um transtorno que a um espectro, ou seja, há uma variação na severidade e no perfil dos sintomas. É considerado um espectro porque as características centrais podem assumir diversas formas, os estudos científicos ao longo dos anos mostraram que os principais déficits no TEA se desenvolve por uma variedade de causas distintas, no qual envolve diferentes fatores, sendo eles: biológicos, contribuições genéticas e ambientais.

Os avanços dos estudos genéticos nos fazem compreender as diferentes expressões do autismo, assim como também para outros transtornos como Deficiência Intelectual – DI, Deficit de aprendizagem e dentre outros transtornos. Contudo, ressaltasse que, assim como o TEA, o DI é um transtorno comportamentalmente definido com muitas causas. “Os subgrupos biológicos e casuais não serão óbvios na superfície, porém ainda há muito a ser aprendido para ajudar as crianças em vários pontos ao longo do espectro.” (BERNIER; DAWSON E MIGG, 2021)

Por isso os achados sugerem que o TEA é um conjunto de várias possibilidades que se correlacionam, com isso, havendo vários cominhos para o desenvolvimento dos sintomas do autismo.

As pessoas diagnosticadas com TEA passam a se especificar conforme a gravidade atual, tendo como base os prejuízos na comunicação social e em padrões de comportamento restritos e repetitivos, da seguinte maneira:

NÍVEL 3 – EXIGINDO APOIO MUITO SUBSTANCIAL

No que só diz respeito à comunicação social, por exemplo, uma pessoa com poucas palavras de fala inteligível que raramente inicia a interação e, quando o faz, faz abordagens incomuns para atender apenas às necessidades e responde apenas a abordagens sociais muito diretas. Já nos comportamentos restritos e repetitivos apresentam Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos que interferem diretamente no funcionamento em todas as esferas. Grande aflição/dificuldade em mudar o foco ou a ação.

NÍVEL 2 – EXIGINDO APOIO SUBSTANCIAL

No que só diz respeito a comunicação social, por exemplo, uma pessoa que fala frases simples, cuja interação é limitada a interesses especiais estreitos e que estranha comunicação não verbal. Já nos comportamento restritos e repetitivos apresentam Inflexibilidade de comportamento, dificuldade em lidar com mudanças ou outros comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência suficiente para serem óbvios para o observador casual e interferir no funcionamento em uma variedade de contextos. Angústia e/ou dificuldade em mudar o foco ou a ação.

NÍVEL 1 – EXIGINDO APOIO

No que só diz respeito a comunicação social, por exemplo, uma pessoa que é capaz de falar frases completas e se engaja na comunicação, mas cuja conversa com os outros falha e cujas tentativas de fazer amigos são estranhas e geralmente mal sucedidas. Já nos comportamento restritos e repetitivos a inflexibilidade de comportamento causa interferência significativa no funcionamento em um ou mais contextos. Dificuldade em alternar entre as atividades. Problemas de organização e planejamento dificultam a independência.

Ressalta-se que com suporte e intervenção necessária, podemos melhorar as condições dos diagnosticados com TEA e assim movê-lo dentro dos níveis de suporte.

Referências:
ASSOCIAÇÃO Psiquiátrica Americana (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5. ed. -Texto revisado (DSM-5-TR). Porto Alegre: Artmed, 2023.

BERNIER, Raphael A. DAWSON, Geraldine. NIGG, Joel T. O que a ciência nos diz sobre o transtorno do espectro autista: fazendo as escolhas certas para o seu filho.- Porto Alegre: Artmed, 2021.

Estou no Instagram: @vinculos.psi

Instagram do João: @Eujoaopsi

Mais informações sobre o psicólogo João:

Psicólogo formado pelo Centro Universitário Mario Pontes Juca – UMJ
Especializando em Análise aplicada ao comportamento ao TEA e DI;
Especializando em Reabilitação Neuropsicologica em Crianças em Adolescentes;
Especializando em Desenvolvimento Infantil;
Formação em Análise aplicada ao comportamento ABA;
Formação em Avaliação Psicológica;
Formação em aconselhamento Psicológico;
Formação no modelo TEACCH;
Formação no ESDM introductory;