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Você cobra pelo seu trabalho… ou ainda negocia a sua própria insegurança?

Falar sobre dinheiro na psicologia ainda é, para muitos profissionais da saúde, um território delicado.

Não porque não seja importante — mas porque toca em camadas profundas, emocionais que esse tema inevitavelmente atravessa.

Cobrar pelo próprio trabalho não é apenas uma decisão técnica.
É, antes de tudo, uma decisão emocional.

E talvez a pergunta mais importante não seja:
“Quanto eu devo cobrar?”

Mas sim:
“De onde vem o valor que eu estou cobrando?”

Ele nasce de uma análise consciente da sua formação, experiência, entrega e posicionamento?

Ou ele foi construído, silenciosamente, a partir de inseguranças?

Porque, na prática, o que vejo com frequência são profissionais extremamente capacitados…
que não conseguem sustentar o próprio valor.

E então surgem pensamentos conhecidos:

“Será que alguém vai pagar isso?”
“E se acharem caro?”
“Melhor cobrar menos pra garantir…”

E, sem perceber, o preço deixa de refletir o trabalho —
e passa a refletir o medo.

Medo de rejeição.
Medo de não ser escolhido.
Medo de não ser suficiente.

Na linguagem da Terapia do Esquema, não é raro encontrarmos aqui a ativação de esquemas como desvalor, fracasso e busca por aprovação.

E quando esses esquemas estão no comando, o posicionamento profissional se fragiliza.

O valor cobrado começa a oscilar.
A segurança diminui.
E o trabalho, muitas vezes, passa a ser sustentado com esforço emocional maior do que deveria.

Com o tempo, isso cansa.
Desorganiza.
E impacta diretamente na forma como o profissional se percebe — e é percebido.

Por isso, é importante dizer com clareza:

O problema, na maioria das vezes, não é falta de capacidade.

É falta de estrutura interna para sustentar o valor que já existe.

E isso não se resolve apenas ajustando números.

Se resolve com clareza, posicionamento e construção.

Saber precificar de forma coerente envolve olhar para o mercado, sim —
mas, principalmente, envolve olhar para si.

Para a sua trajetória.
Para a sua entrega.
Para o lugar que você deseja ocupar profissionalmente.

E, sobretudo, para aquilo que ainda te impede de sustentar esse lugar.

Porque cobrar com segurança não é sobre “convencer o outro”.
É sobre não precisar se diminuir para ser aceito.

E esse é um ponto que precisa ser cuidado.

Não como um detalhe.
Mas como parte essencial da construção de uma carreira sólida, ética e sustentável.

Ao longo dos últimos anos, acompanhando colegas psicólogos em supervisões e processos de desenvolvimento profissional, ficou cada vez mais evidente o quanto essa é uma dor comum — e, muitas vezes, silenciosa.

Foi a partir desse lugar que comecei a estruturar um caminho mais claro para trabalhar essas questões de forma integrada.

Hoje, dentro da Mentoria Vínculos, esse é um dos pontos centrais: ajudar o profissional a construir não só um valor coerente, mas a capacidade de sustentá-lo com segurança.

Porque você não precisa continuar negociando a sua insegurança no lugar do seu valor.

Existe um caminho possível.

E ele começa quando você decide olhar para isso com a seriedade que merece.

Sente que precisa de ajuda com isso? Conheça o site ou me chame no direct.

@vinculos.psi 

Foto de Natasha Taques

Natasha Taques

Psicóloga clínica (CRP-15/6536), formada em Terapia do Esquema pelo Instituto de Educação e Reabilitação Emocional (INSERE), Formação em Terapia do Esquema para casal pelo Instituto de Teoria e Pesquisa em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (ITPC).
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