Na linha de frente, engenheira comanda obras e diz: “Mulheres tornarão a profissão mais reconhecida”

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O pai era construtor e desde a infância e adolescência a engenheira Cheila Belarmino de Mendonça, 43 anos, o acompanhava nas obras que ele realizava. A partir daí surgiu o sonho  da engenharia. Num universo ainda predominantemente masculino, ela se destaca e hoje traz no currículo o gerenciamento da execução de construções, com aproximadamente cem profissionais,  a maioria homens. Cheila não se sente intimidada. Ao contrário. Ser mulher é um ponto a mais para ela, que ama o que faz.  

Ela conversou com  o Eufemea, a quem contou seu dia a dia e como se faz respeitar na profissão que escolheu seguir. “Gerenciei a execução de diversas obras, com aproximadamente cem profissionais,  com predomínio quantiativo de homens, e sempre agi com firmeza e serenidade permitindo assim  que a autoridade exigida sempre prevalecesse”, ela diz. 

Casada, mãe de três filhos, Cheila se graduou em engenheira em 2002 pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) e não parou por aí. Buscou qualificação.  Fez MBA – Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação e gerenciamento de obras, pelo INBEC e hoje atua como engenheira de gestão de processos, de projetos, alvarás, licenças e sistema de gestão da qualidade na Construtora Colil Construções. 

“O que mais me encanta na engenharia é o fato dela ser o ramo do conhecimento humano que possibilita o progresso e desenvolvimento da sociedade através da constução de habitações, escolas, hospitais, estradas, pontes, meios de transportes e comunicação, portos e aeroportos, etc. De modo que a engenharia se torna um instrumento de realização de todas as apirações sociais e politicas públicas”, descreve Cheila. 

A engenheira Cheila já gerenciou a execução de diversas obras, com aproximadamente cem profissionais, a maioria homens: “Sempre agi com firmeza e serenidade” (Foto: Arquivo pessoal

Mesmo sendo área marcada pela presença masculina, como é a construção civil, seu campo de atuação, ela diz nunca ter sentido qualquer tipo de discriminação por ser mulher. 

“No início da minha vida profissional o número de engenheiras era bem mais reduzido, mas isso nunca gerou dificuldades para mim, devido ao ambiente  respeitoso existente na construção civil, nunca vivenciei nenhum tipo de preconceito”. 

A realidade atual, diz Cheila, “é que o número de engenheiros é predominante, embora  crescente o número de engenheiras”, atraídas pelo fascínio da profissão, como ela descreve.  

“A engenharia é muito mais encantadora e fascinante do que se imagina, pois é através dela que cada vez mais são utilizados conhecimentos cientificos para extrair da natureza, de modo responsável, os recursos necessários ao bem-estar e progresso da humanidade”. 

E com a experiência de quem teve que driblar todas as dificuldades impostas, principalmente no início da carreira, ela manda uma mensagem às mulheres: “Assim,  digo às mulheres que,  pelas suas virtudes, sensibildade, dedicação e coragem tornarão essa profissão cada vez mais reconhecida e grandiosa”. 

E conclui: “Importantes registrar, a propósito das mulheres na engenharia, que a representação simbólica da engenharia é feita através da imagem de uma mulher, qual seja a deusa Minerva (deusa da sabedoria, das artes e da estratégia).  Oportuno também registrar que, no Estado de Alagoas, recentemente foi eleita a primeira mulher engenheira civil,  Rosa Tenório, para a presidência do  Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas no triênio 2021 – 2023″.