Empresa formada por mulheres em vulnerabilidade fortalece empreendedorismo na construção civil

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Elas são mulheres em situação de vulnerabilidade social, estavam desempregadas e encontraram na empresa a oportunidade de geração de renda, sobrevivência e de prestação de serviços para outras mulheres. Fazem parte do Águias Femme Mãos à Obra, projeto surgido em 2019, a partir da iniciativa de Íris Soares, que sentiu a necessidade de fazer a diferença na vida das pessoas e hoje garante não apenas emprego, mas autoestima a mulheres.

A ideia deu certo e o que era apenas um projeto virou uma empresa, o 1° CNPJ projeto NISA Sebrae Alagoas social do Estado de Alagoas formalizado, que capacita e gerencia mão de obra para mulheres na área da construção civil e as conecta com outras mulheres que buscam os serviços. 

“Promovemos um programa ao qual as mulheres são inseridas, recebem capacitação, treinamento, noções empreendedoras e educação financeira. Temos um ano de empresa, então veio a pandemia e tivemos que ressignificar. Vimos a necessidades de implantar o mesmo nas comunidades para compreender melhor o que podemos fazer juntos. Deu certo!”, conta Íris. 

A ideia surgiu no período em que Íris atuou na Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev). “Iniciei minhas pesquisas e um grande sonho, estruturar um negócio sustentável ao qual fosse uma porta de oportunidade, daí fiz um escopo e me dirigi ao Sebrae Alagoas”, conta, ao dizer que no Sebrae onde foi em busca de orientação, recebeu o acompanhamento da analista da Unidade de Atendimento Empresarial e gestora do projeto de Negócio de Impacto Socioambiental Alagoas (Nisa), Ana Madalena.  

A escolha de trabalhar com mulheres veio da percepção que teve na Seprev de que elas não procuravam por cursos profissionalizantes como os homens procuram. “Após impactarmos 500 vidas, percebi que na secretaria as mulheres não procuravam por cursos como os homens. Foram daí os questionamentos e aprofundamento referentes ao público. Fomos às casas de terapia para mulheres”, ela revela. 

Nas comunidades terapêuticas, Íris diz que o que mais ouvia das mulheres era: “Não temos como trabalhar por cuidar dos filhos, por receber auxílios, por não ter estudo…”.  

“Veio o insight da construção civil, por termos muitas mulheres que preferem seus serviços sendo executados por outras mulheres por questão de segurança. Outras nos procuram por péssimas experiências com prestadores de serviços”.  

Atualmente, o grupo é composto por 13 mulheres: engenheira, estudante, técnica de segurança do trabalho, pintora, eletricista, gestora, serventes, ajudantes, pedreira em formação. “Por gerenciarmos esses serviços buscamos levar uma experiência incrível para cliente e prestador de serviço, assim conseguimos atender esse mercado que tem crescimento dia após dia. Nossa rede de mulheres conta com o apoio masculino, assim buscamos a igualdade de gênero, fortalecendo o time”, informa Íris Soares.  

Hoje, elas vivem 100% do trabalho na empresa e projetam uma sede física para este ano de 2021. Foto: site

Ela diz que vivem hoje 100% da empresa. “Todas essas mulheres se encontravam desempregadas. Quem busca nossos serviços são mulheres (cliente), empresas, arquitetas e engenheira”.  

Para este ano de 2021, a meta é  “a inserção de mais mulheres na construção civil, transformando, compartilhando, inspirando e impactando esse é nosso propósito”.  

O endereço da  Águias Femme Mãos à Obra virtual,  porém com a demanda das parcerias Íris revela que o grupo está projetando o espaço físico. “Eu e meu esposo Lucas Castro idealizamos o projeto mediante uma realidade que os dependentes químicos passam que é a falta de oportunidade. Muitos com habilidades e competências que ao cuidar podemos ter resultados extraordinários”.