Alagoana usa as redes sociais para falar sobre pessoas LGBTQIA+ com deficiência : “Quero trazer visibilidade às pautas”

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Ela é alagoana, lésbica, casada e PCD (Pessoa com deficiência). Aos 32 anos, Vanessa de Oliveira (@vanessagrao) utiliza as mídias sociais para alertar, conscientizar, e mostrar quais são as dificuldades e preconceitos que a pessoa com deficiência encontra. As publicações vão desde sua rotina até textos educativos. O objetivo dela é trazer visibilidade às pautas PCDs na sociedade em geral e em esferas às quais ela pertence.

Ao Eufemea, Vanessa disse que além das redes sociais serem usadas para militar pelas causas das pessoas com deficiência, ela também fala sobre a comunidade LGBTQIA+.

“Eu decidi falar sobre isso, porque além de fazer parte dessas duas minorias, a representatividade da mulher com deficiência no meio LGBTQIA+ é quase nenhuma. Eu, por exemplo, nunca tive exemplos de mulheres lésbicas com deficiência como eu, em pautas, capas de revista, ações, tv e etc. Então, depois de umas inquietudes comecei a falar sobre esses assuntos”, explicou Vanessa.

Desafios 

Quando questionada sobre os desafios que enfrenta, ela conta que, os maiores desafios são as opressões. Além de sofrer com o machismo,  a lesbofobia, tem o capacitismo. 

O capacitismo é a discriminação de pessoas com deficiência. O termo é pautado na construção social de um corpo padrão perfeito e denominado como “normal” e da subestimação da capacidade e aptidão de pessoas em virtude de suas deficiências. 

Influência 

Vanessa acredita que o fator principal e que influencia positivamente é a representatividade e o retorno tem sido positivo.

“Ver pessoas chegarem até mim e falarem que se sentiram representadas é muito gratificante. E quando eu falo sobre se sentirem representadas não é pelo fato de sermos pessoas com deficiência, mas sim por eu seu uma mulher, PCD, lésbica que falo sobre a minha vivência de uma forma natural, que é exatamente assim como queremos que a sociedade nos veja, com naturalidade, como pessoas que somos e não apenas enxergarem a nossa deficiência”, comentou.

Por fim, Vanessa deixa um conselho: estudem sobre o capacitismo. Para ela, não é bobagem e nem ‘mimimi’. 

“É muito cansativo ter que lidar com tanto preconceito diariamente. Sigam pessoas com deficiência nas redes sociais e ouçam o que elas têm a dizer. Cobrem por acessibilidade. Seja um aliado na luta. E tenham empatia!”