Mãe narcisista e a falta de empatia: psicóloga fala sobre transtorno e como ajudar

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Você já ouviu falar em mãe narcisista? O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão generalizado de grandiosidade, de necessidade de ser “adulado” e não apresenta empatia pelo outro, além de prevalecer apenas as suas necessidades. Para falar sobre o assunto, o Eufemea conversou com a psicóloga especialista em relacionamentos abusivos e dependência emocional, Keyla Cristine. 

Keyla explicou que a mãe que sofre com esse transtorno pode desvalorizar seu filho, criando sentimentos de menos valia, insegurança e carência afetiva.

“E quando adulto, ele vai viver em busca de suprir um vazio que foi deixado pela falta de afeto, estímulos importantes para um crescimento saudável. Será possivelmente um adulto carente, dependente emocional, inseguro, ansioso, com transtorno de humor, entre outros”, explicou.

Uma das principais características de uma mãe narcisista é a falta de empatia. Segundo a psicóloga, estudos mostram que quem possui Transtorno de Personalidade Narcisista tem na área do cérebro um volume reduzido de matéria cinzenta que está associada justamente à empatia e compaixão. 

Além de: 

  • Em eventos ou situações, tem a necessidade constante de ser o centro das atenções;
  • Sentimento exagerado de auto importância, o que faz com que ela exija tratamento especial;
  • Explora os filhos para obter ganhos pessoais;
  • Arrogância no modo de falar e de fazer as coisas;
  • Pode ter preferência explícita por determinado filho e excluir os demais;
  • Costuma comparar e enaltecer algumas pessoas em detrimento de outras para feri-las;
  • Manipulação e chantagem para conseguirem o que querem;
  • Fixação por poder ou jogos que a coloque em um espaço de superioridade.

O relacionamento entre uma mãe com transtorno de personalidade narcisista com o filho é marcado por atritos e discussões.

Como identificar?

Keyla explica que para a identificação será necessário buscar um especialista, psicólogo ou psiquiatra, mas algumas características já citadas podem ser levadas em consideração, mas reforça que apenas um profissional poderá dar um diagnóstico. 

Como ajudar?

O filho: Os filhos podem ser ajudados com o acompanhamento de com um psicoterapeuta como forma de prevenção, como também para diminuir os danos emocionais causados por uma mão narcisista;

A mãe: As mães também precisaram de acompanhamento com psicoterapeuta e psiquiatra. Mas ela explica que quem tem esse transtorno não acredita que precisa de ajuda. “O ego deles é muito grande para reconhecer isso”.