Empresária cria loja infantil e auxilia mães na hora de montar enxoval: “a ideia é que o maternar seja simples e prático”

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Foto: Thayana Baracho

Texto: Maria Luiza

Foi durante a gravidez e ‘isolada’ em casa por causa da pandemia que a alagoana Elen Toledo decidiu criar uma loja de importados infantis, a Unibaby. Ao Eufemea, ela contou como surgiu a vontade de empreender e também fala sobre maternidade.

“O mercado de produtos infantis é muito cruel com as mães, principalmente as de primeira viagem como eu. As pessoas falam que a gente precisa ter coisas demais para dar conta de criar nossos filhos, as listas prontas de enxovais que existem são infinitas”, afirma.

Ela explica que, durante esse período, estudou muito sobre quais seriam as reais necessidades de sua filha e teve dificuldade para encontrar produtos de qualidade e informações confiáveis a respeito deles.

Foto: @rhuanny

“Fiz uma compra internacional e comentei com uma amiga que estava grávida. Ela comentou com outra e, de repente, algumas gestantes do meu ciclo me pediam para trazer o que elas queriam e falar sobre minha experiência. Eu tinha a ideia da loja, mas achava que não ia dar conta de tanta coisa”, comenta a empresária.

Após um mês do nascimento de sua filha, a Maria Flor, ela tomou a decisão de criar a loja. No dia seguinte, realizou o registro do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e começou a entrar em contato com marcas internacionais para revender.

Este não foi o primeiro empreendimento de Elen. Ela já foi sócia de duas agências de publicidade. “Informalmente, quando era mais nova já empreendia algumas vezes, em uma delas vendia camisetas”.

Maternidade impulsionou

De acordo com a proprietária, a maternidade atuou como grande impulsora para que entrasse no ramo e tem sido um divisor de águas.

Questionada sobre suas motivações ao abrir a loja, ela destaca que é ajudar outras mães que enfrentam as mesmas dificuldades na hora de montar o enxoval. O objetivo é que esse processo ocorra de forma consciente, com produtos de qualidade e eficientes.

“A loja é também um lugar de muita troca de experiências e de conhecimento, sem neuras, sem julgamento. A ideia é que o maternar seja simples e prático”, diz.

O nascimento da empresa modificou toda a sua vida e a forma como se conecta com outras mães. “Deixou de ser só sobre o meu ciclo de amigas desde o primeiro mês e isso é incrível. Eu, que antes queria compartilhar as minhas experiências, hoje aprendo demais com as experiências das mães que estão por lá”.

Para Elen, a gestação e a maternidade são momentos em que negócios podem ser gerados “Não há espaço mais para fazer isso colocando medo ou insegurança na mulher que está nessa fase vulnerável e de tantas descobertas ao mesmo tempo. É preciso ter responsabilidade com essas mulheres e com os filhos delas. Fazer negócio acolhendo e sendo fonte de apoio mesmo”.

“Quase ninguém comenta, mas na maternidade, especialmente no início da vida do bebê, que a mãe está no puerpério, tudo é muito intenso e é uma estrada muito solitária. Todo mundo olhando pro bebê e ninguém para a mãe. As pessoas esperam que a gente já saiba sempre o que fazer assim que o bebê nasce”, conclui.