Com R$ 5 mil, paraibana criou franquia de beleza que vai faturar R$ 7,6 milhões este ano

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Luciana Piquet, CEO da rede SPA Express. Foto: Divulgação

Em 2011, um chá de cadeira em um consultório médico mudou o rumo da carreira da paraibana Luciana Piquet, de 34 anos, . “Pensei: e se fosse possível fazer as unhas enquanto esperamos a consulta?”, lembra. O pai emprestou R$ 5 mil para o início do negócio e a ajudou a desenvolver um carrinho que integrava um banco a uma maleta de serviço para as manicures circularem por clínicas de João Pessoa, na Paraíba. Assim, ela deu início ao SPA Express.

Hoje a empresa atua como rede de estética e bem-estar com atendimento a domicílio, com 46 operações distribuídas por 21 estados, como Paraíba, São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa, que já atendeu mais de 10 mil clientes, pretende faturar R$ 7,6 milhões neste ano e abrir a primeira franquia fora do Brasil, em Los Angeles, ainda neste mês de junho.

Mas até alcançar esse sucesso, Luciana precisou de muita persistência e trabalho. “Por cerca de seis anos, o negócio só deu errado. Era um processo de tentativa e erro até achar o modelo ideal”, diz. Segundo ela, a empresa não dava prejuízo, mas também não avançava. Nesse período, ela chegou a vender parte do negócio para uma amiga e, com o valor, conseguiu comprar equipamentos novos e estruturar melhor a operação, com o auxílio de uma consultoria.

Ao ouvir suas clientes, a empreendedora decidiu deixar o serviço de manicure de lado e apostar nos procedimentos estéticos corporais e faciais, serviços exclusivos de dia de noiva e SPA Day. Pouco depois, o SPA Express também entrou para o mundo do franchising.

Planejamento e serviços exclusivos

Na visão de Luciana, os primeiros anos foram complicados, pois faltava foco no negócio. Além de ainda atuar na área administrativa da empresa da família, ela chegou a ter um outro negócio, uma escola para crianças. “Eram muitas atribuições juntas e não conseguia me dedicar 100% ao SPA Express. Criar uma empresa requer tempo e dedicação, principalmente no começo”, diz.

Ela decidiu deixar os dois negócios e passou a se dedicar apenas a sua empresa. “Sabia que o SPA tinha futuro e, se tivesse foco, conseguiria. Nada acontece da noite para o dia. Precisava plantar muito para colher o que esperava”, diz.

Ela usou tudo o que aprendeu sobre gestão ao longo dos anos e estruturou um planejamento de curto, médio e longo prazos. Também levou à empresa tratamentos exclusivos, como o PowerRelax, em parceria com Dave Steuer, especialista em aromaterapia da Harvard Medical School.

“Elaborei, ainda, um manual de franquias e um modelo acessível para permitir que as mulheres conseguissem equilibrar carreira e vida pessoal”, diz. “Em 2017, conseguimos abrir a segunda unidade, e isso foi uma vitrine para o Brasil inteiro.” O investimento para abrir uma unidade da rede vai de R$ 37 mil a R$ 60 mil, e a operação pode ser feita toda em home office.

Erros como pontapé para melhorar Luciana cita três competências essenciais que a ajudaram a alcançar o sucesso. A primeira é a adaptabilidade. Segundo ela, é importante estar preparado para mudar de rota se for necessário.

Quando a pandemia de covid-19 começou, por exemplo, ela lembra que os atendimentos, apesar de serem a domicílio, tiveram uma queda por causa do distanciamento social e do receio das pessoas de receber profissionais em casa.

Porém, com as medidas mais brandas, ela começou a ouvir as clientes e identificou a demanda por massagens relaxantes e terapêuticas, ultrapassando as de estética, que eram o carro-chefe da empresa. “Foi aí que criamos o PowerRelax, uma massagem que conta com um blend exclusivo de óleos essenciais”, diz.

A segunda é, justamente, saber ouvir críticas e demandas dos clientes. “Gosto de conversar com as pessoas. Isso me ajuda a saber se estou no caminho certo ou se devo fazer alguma mudança”, afirma.

Segundo ela, outro ponto importante é não ter medo de errar. “Os erros nos ajudaram a melhorar. Não há problema nenhum em cair, desde que você se levante melhor. Chamo isso de elasticidade: você toma uma porrada, mas é capaz de se reerguer com mais força”, completa.

*com Uol Universa