Projeto oferece atendimento integrado para mulheres vítimas de violência doméstica, em Viçosa

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Foto: Adeildo Lobo

A juíza Juliana Batistela, titular da vara única da Viçosa, em Alagoas, apresentou o programa Família Feliz ao presidente do Tribunal de Justiça, Klever Loureiro, na segunda-feira (26). A iniciativa será lançada oficialmente no próximo dia 13 de outubro, no Fórum da Comarca. O objetivo é proporcionar um atendimento integrado para mulheres vítimas de violência doméstica, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade familiar.

Serão proporcionados cursos profissionalizantes tanto para mulheres vítimas quanto para adolescentes envolvidos em atos infracionais, ou com risco de se envolver. A iniciativa terá a cooperação do Ministério Público de Alagoas, Polícia Militar e Prefeitura de Viçosa.

A Polícia Militar (PM) vai encaminhar jovens ao programa, com o envolvimento também do Ministério Público. “O adolescente vai participar de atividades lúdicas e profissionalizantes, vamos ter lutas marciais, esportes, música, agricultura familiar, artesanato, tudo isso proporcionado pela Prefeitura, que é nossa parceira”, esclareceu Batistela.

No dia 13, será inaugurada a Casa da Família, um local próximo ao Fórum da cidade onde serão atendidas as famílias. A Casa terá atendimento de psicologia e assistência social.

“É uma iniciativa da própria juíza, muito interessante e abrangente. Não temos conhecimento de outro projeto semelhante no Brasil”, destacou o presidente Klever Loureiro.

O desembargador Tutmés Airan, coordenador da Mulher e também dos Direitos Humanos do TJAL, enfatizou a relevância do programa. “Os desafios são grandes e precisamos de grandes ideias para vencê-los. O atendimento aos adolescentes deve evitar que eles venham a desaguar em unidades de internação e, no futuro, no sistema penitenciário”.

Juliana Batistela ressaltou ainda que o programa visa dar efetividade à Política Judiciária Nacional para a Primeira Infância, lançada neste mês de setembro pelo Conselho Nacional de Justiça.

“Toda criança de 0 a 6 anos, que está em um lar onde haja violência contra a mulher, vão ser acompanhadas, porque de alguma forma elas também são vítimas. É uma idade muito delicada”, explicou a magistrada.

*com Ascom TJAL