Fam Down promove festa de halloween para estudantes: “estimula a quebra de preconceitos sociais”, diz coordenadora

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Foto: Cortesia

Estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) da instituição Família Alagoana Down (FAM DOWN), localizada no bairro Pitanguinha, em Maceió, participaram de um momento lúdico e inclusivo na última sexta-feira (28), em comemoração ao Dia de Halloween. A festa teve o objetivo de proporcionar momentos de descontração em que é proposto uma variedade de brincadeiras e atividades que desenvolvam diferentes habilidades.

O grupo de estudantes é composto por jovens e adultos de idades entre 18 e 50 anos, e realizam atividades que estimulam a cognição, a coordenação motora, percepção visual e auditiva.

A festa é uma iniciativa dos próprios alunos com o apoio e organização dos professores e equipe pedagógica da instituição. Todos foram fantasiados de bruxas, vampiros, fadas e com diversos adereços e pinturas no rosto. Um estudante conseguiu até ir com a fantasia de Malévola, uma personagem da Disney. Como são alunos de baixa renda, algumas fantasias foram improvisadas com o uso de materiais encontrados na unidade.

Segundo Maria Luiza Duarte, coordenadora da instituição há seis anos, o halloween é uma comemoração muito esperada pelos alunos e faz com que eles explorem a imaginação e a criatividade desde a ornamentação à escolha das fantasias. Ela também acredita que a inclusão favorece a quebra de preconceitos sociais.

“Compartilho do pensamento de que a inclusão estimula a quebra de preconceitos sociais, bem como favorece a aprendizagem de modo mais colaborativo. Os estudantes com deficiência passam a se sentir acolhidos, motivados. Com o estímulo, eles mostram o quanto são capazes e dedicados. Aqui na instituição sempre usamos a frase: ‘juntos fazemos a diferença’, e é isso que acontece entre a gente”, revelou a coordenadora.

As atividades e oficinas de pintura, de dança e movimentação corporal são realizadas durante a semana da festa pelos professores Hudson Mello e Laudirege Pereira, e no grande dia acontece o tão esperado momento com muita música e animação.

“Essas atividades estimulam a ampliação de vocabulário, a coordenação mão-olho, refinamento dos sentidos e, em contrapartida, nos permite trabalhar conceitos como morte, espiritualidade, religiões e culturas diferentes”, explicou Luiza.

Para Cristiane Gama, técnica pedagógica da Coordenadoria Geral da EJAI da Semed, foi com o halloween que a instituição trabalhou com os alunos atividades lúdicas e com estudo direcionado para conhecer a cultura de outros países, idiomas, história local e culinária.

“O trabalho desenvolvido na Fam Down promove a inclusão de jovens e adultos com deficiência de maneira efetiva, oferecendo a elas não só a oportunidade de acesso aos conteúdos do currículo e de socialização, mas para o seu desenvolvimento enquanto seres autônomos”, afirmou Cristiane Gama.

*com Ascom Semed