O futuro está nas nossas mãos: Mulheres podem definir eleição de hoje

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Por Maria Luiza e Rebecca Moura

Foto: Reprodução/Internet

As eleições que ocorrem neste domingo (2) estão nas mãos das mulheres. No Brasil, o número de eleitoras representa 52,65% do eleitorado, enquanto o de homens equivale a 47,33%. Além das mulheres, os jovens também terão um papel fundamental nas eleições.

Juntos, estas duas parcelas do eleitorado (feminino e de jovens) contam com 1.318.211 pessoas que podem votar hoje. São 1.241.225 mulheres e 76.986 de jovens entre 16 e 18 anos.

Ao Eufemea, a cientista política, Luciana Santana, afirma que as mulheres representarem a maioria do eleitorado é um dado relevante e explica como isso pode influenciar nas eleições.

Foto: Cortesia

A especialista destaca, ainda, que há dados comprovando que o comparecimento eleitoral do público feminino é maior que o dos homens.

“Ou seja, elas participam mais do processo eleitoral. Fora que são as principais usuárias das políticas públicas, consequentemente são as aquelas que estão mais ativas para reconhecer e rejeitar candidatos que atenderam ou não as demandas de políticas públicas”, reforça.

Para ela, por representarem uma maioria, as mulheres podem definir uma eleição, seja no âmbito federal ou estadual.

Além disso, segundo Luciana, os jovens também terão um papel fundamental na eleição. “Vimos um ativismo grande desse eleitorado, principalmente adolescentes de 16 e 17 anos, que buscaram tirar o título de eleitor mesmo sem a obrigatoriedade do voto para participar do pleito deste ano”.

A cientista explica que essa movimentação ocorreu, sobretudo, devido a campanhas que aconteceram incentivando o voto. “Tanto pela Justiça Eleitoral, como também pela classe artística. Houveram muitas campanhas nesse sentido e isso acaba efetivamente tendo um peso interessante no processo”.

No entanto, Santana diz que não é possível afirmar que chegaria ao ponto dos mais jovens definirem o pleito. “O eleitorado brasileiro está envelhecendo, então a maior parte do nosso eleitorado ele está entre 24 e 54 anos de idade, sendo um público adulto. Mas tanto mulheres quanto jovens têm um peso relevante nesse processo”, diz.

“Somos a maior parte dos votos do Brasil”

A estudante de Odontologia Letícia Peixoto, de 21 anos, solicitou o título de eleitor na mesma semana que completou 16 anos. Para ela, participar das eleições é um dever do jovem e de todos os cidadãos brasileiros.

“O voto é a única forma real que a gente tem de expressar nossa voz e colocar no poder pessoas que nos reapresentam”, diz.

A estudante enxerga a votação nas eleições de 2022 como essencial para lutar contra os poderes abusivos, enfrentar a crise política e o desmembramento das instituições públicas.

Foto: Cortesia

Ela destaca ainda a importância de pesquisar sobre a vida política e entender o papel do candidato no cargo de disputa, além de avaliar as propostas expostas e criar senso crítico.

“Somos a maior parte dos votos do Brasil. O poder ainda é majoritariamente masculino e machista, é preciso colocar pessoas que pensam e querem realmente políticas de inclusão a mulher para tentar aumentar nossa voz”, diz a estudante.

“Não votei em 2018 e me arrependi”

Foto: Cortesia

Devido à idade, nas últimas eleições presidenciais, em 2018, a estudante Gabriela Borba não emitiu o título de eleitor por não ter obrigatoriedade do voto. Hoje, com 21 anos, a estudante se arrepende da decisão e afirma que estará presente nas urnas neste domingo.

“Acredito que, se mais pessoas da minha idade tivessem votado também, o resultado poderia ter sido diferente. Por isso, agora eu faço questão de ir até às urnas, colocando meu voto e exercendo os meus direitos de democracia, para que eu não me sinta a mercê da escolha dos outros novamente”, relata.

Borba reforça ainda a necessidade que todos os brasileiros estejam presentes nas urnas no dia das eleições.

“Infelizmente, nosso país tem sofrido muito nas mãos de políticos que não prezam pela saúde e bem estar do povo brasileiro, precisamos reverter essa situação!”, alerta.

Ela acredita que os jovens brasileiros não se sentem representados pela escolha presidencial das últimas eleições, por isso ela reforça a importância de escolher os candidatos cuidadosamente.

“Os jovens têm ideias mais novas, pensam e prezam pelo futuro do país, pois é nesse futuro em que eles serão e irão tomar responsabilidades de adultos, então acredito que o senso de cuidado e pensamento para o futuro é algo que está na mente de todos eles”, conclui.