Em Arapiraca, diarista relata dificuldade para obter prescrição médica: “Não consigo receita de remédio controlado”

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A comunidade Brisa do Lago fica no município de Arapiraca, no bairro Olho D’Água dos Cazuzinhos. O local foi cenário de audiência pública promovida pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) nesta terça-feira (22). A iniciativa visa propor melhorias nos serviços e políticas públicas locais a partir de demandas apresentadas pela própria população.

Participaram da audiência a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Casa de Direitos, Equatorial, Central Única das Favelas (CUFA), Associação Comunitária do Residencial Brisa do Lago, Associação de Mulheres de Brisa do Lago, Defesa Civil do Município, entre outros gestores locais.

Moradoras

Nas conversas iniciais com o MP, as moradoras apontaram os problemas enfrentados por elas no dia a dia. Para a diarista Fabiana da Silva Santos, uma das questões a ser resolvida se refere aos serviços em saúde ofertados pelo município. Ela diz ter dificuldade em conseguir receita médica para os remédios controlados que ela usa.

“Vai fazer um mês que eu não consigo receita de remédio controlado. Vai fazer esse tempo todo que estou sem receita. Não tem ninguém que faça. Quando a gente vai lá no posto, eles não entregam e eu até hoje estou esperando”, comentou.

A agricultora Edileide Josefa da Silva também falou sobre a sua insatisfação com os serviços públicos em saúde. Ela disse que no posto de saúde que fica na comunidade há falta de medicamentos, o que impede a realização do tratamento indicado pelo médico.

“Está faltando remédio no posto. Você vai se consultar, consegue a receita, mas não tem medicação. A gente não tem dinheiro para comprar o remédio. Como é que fica? Tem que melhorar o atendimento. Eles dão a receita, mas quando você vai na farmácia, não tem remédio. Simplesmente não tem. Vamos ter que ficar com a doença”, relatou.

Uma das reclamações de Erilene Vieira da Silva é a situação das creches na localidade. Ela explica que, por conta da falta de vagas na unidade que atende a comunidade, ela precisa deixar a sua filha com parentes para poder trabalhar.

“Eu fui na creche e dei o meu nome para colocar na espera. Quando eu cheguei lá, não tinha mais vaga. Colocaram a menina na lista e até hoje espero. Tem muito tempo, mais de ano. Vou ver se consigo uma vaga nesse ano que vem. Eu deixo a minha filha com a minha cunhada. Mas, às vezes, não tenho com quem deixar ela. O certo é ter vaga na creche. A gente precisa”, afirmou.

Audiência

A promotora de justiça Viviane Karla da Silva também participou da audiência.

*Com MP