Professora da Ufal lança livro na área de Teatro: “diversas formas artísticas”

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Refletir sobre os procedimentos de ensino da direção teatral, de como acontecem itinerários de criação em sala de aula, contemplam o estudo realizado pela professora Carla Medianeira Antonello, da Escola Técnica de Artes (ETA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que resultou em livro de sua autoria, com lançamento marcado para a terça-feira,29, na sede da Editora Universitária da Ufal (Edufal), às 16h.

De acordo com as informações, o livro Encenação Teatral: itinerários de Processos Criativos no ensino de teatro tem como objetivo realizar uma reflexão sobre os procedimentos de ensino da direção teatral, nos questionamentos de como acontecem esses itinerários de criação em sala de aula.

“A pesquisa exigiu um aprofundamento e uma explicitação de diversos referenciais, na compreensão de que a encenação se situa em um campo vasto de difícil delimitação teórica, dialogando com diferentes aportes de pesquisa”, frisou Carla Antonello, que é mestre em Artes Cênicas e doutora em Teatro.

Ao contextualizar o estudo realizado, ela acrescenta que “pensar a encenação como uma experiência é possível se levarmos em conta o fato de que é gerada no interior das práticas que são únicas, já que as subjetividades de cada membro da equipe se articulam no processo de criação”. E aproveita para destacar: “O livro é fruto da minha tese de doutorado, defendida em 2017, intitulada: Sobre a Formação em Encenação Teatral: Análise de uma Experiência Pedagógica em sala de aula e de seus Respectivos Itinerários de Processos Criativos”.

Sobre a importância da obra como colaboradora à formação acadêmica, graduação e pós-graduação em Teatro, a autora diz que o assunto sobre direção teatral é fundamental na perspectiva que ela trabalha com um amplo campo de conhecimento, já que a montagem teatral além do trabalho das atrizes/atores e diretor, necessita do aporte técnico-artístico dos componentes da cena (cenário,figurino, adereços, maquiagem, sonoplastia e iluminação). “Conhecimento que se constrói de forma única, conforme a concepção, assim como, com os participantes do coletivo que se inserem a cada nova montagem”.

“Insisto em dialogar com os estudantes sobre a relevância de ser apreciador das mais diversas formas artísticas. Isso constrói um repertório e amplia a visão do universo artístico e visão de mundo. Outro ponto é incentivar a leitura, por isso mantenho o Projeto de Extensão Ação Contínua O Clube de Leitura Jardim que já tiveram as seguintes edições: Cerejeiras, Camélias e Margaridas, 2021- 2022”, diz a pesquisadora.

Ela acrescenta que, a cada semestre um país é tomado como referência, “assim, por meio dos encontros, nas discussões, todos/ todas/todes poderão dar a sua impressão e enriquecer a diversidade de subjetividades, a partir da forma como cada um estabelece a relação com o livro, e a partir do que mobiliza sua experiência, que é pessoal, para estabelecer essa relação”.

Desafios

Com artigos publicados em sua área de estudo e de formação, ela informa que ministrará aulas na Pós-Graduação em Arte e Sociedade do Instituto de Ciências Humanas Comunicação e Artes (ICHCA) da Ufal, no Campus A.C.Simões. Carla  Ingressou na instituição alagoana em 2010, no início da fundação da Escola Técnicas de Artes, onde ministra as disciplinas: História do Teatro Mundial e Brasileiro, Atuação 1 e 2, Seminários Avançados I e II, Atuação e Prática de Montagem II (com a montagem de um espetáculo de formatura dos estudantes do Curso Técnico em Teatro).

Dentre tantos desafios que permeiam a formação na área, assim como a inserção profissional,  a professora citou alguns entraves. Segundo Antonello, o maior desafio é encontrar agendas extras em comum, “já que já que o fazer artístico exige um trabalho extenuante, de muita experimentação, criar é um desnudamento”. Para isso acontecer precisa se estabelecer uma atmosfera criativa, para possibilitar um lugar de exposição e de acolhimento.

“O maior problema é o mercado de trabalho, pois não temos uma política cultural eficiente que absorva os profissionais. Geralmente temos que custear nossas produções, o que dificulta extremamente a inserção de nossos alunos, assim como a manutenção de grupos de teatro. No momento estamos ensaiando um espetáculo infantil, no grupo que coordeno e enceno o LEPPE – Laboratório de Estudo e Pesquisa de Processos de Encenação (LEPPE/ ETA/UFAL CNPq), nomeado O Mundo do Guerreiro. A dramaturgia foi inspirada em A terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos, escrita pelo coletivo de estudantes durante a pandemia”.

*Com Ascom Ufal