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Por risco de fuga, homem acusado de bater carro em árvore para matar ex-esposa é preso cinco dias antes de julgamento

 Foto: Polícia Civil/Divulgação

Faltando cinco dias para o julgamento, a Polícia Civil prendeu o homem acusado de bater o carro numa árvore para matar a ex-esposa, em 2018. O representante farmacêutico Guilherme José de Lira Santos é acusado de feminicídio. A prisão aconteceu na quarta-feira (15), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

A vítima foi a engenheira Patrícia Cristina Araújo Santos, que tinha 46 anos quando foi morta. A polícia não informou o local em que o homem foi preso.

O homem foi preso logo depois do crime. Em 2019, ele teve relaxamento de prisão e acabou sendo solto. Guilherme passou, então, a responder em liberdade.

Informações dão conta de que Guilherme estava num local diferente do que tinha informado ao tribunal, o que representaria um risco de fuga.

A batida provocada por Guilherme aconteceu na Rua João Fernandes Vieira, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, no dia 5 de novembro de 2018.

De acordo com a Polícia Civil, perícias comprovaram que o réu acelerou o carro, não freou e jogou o veículo em direção a uma árvore. Ele ficou ferido e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela morreu na hora.

Por meio da perícia, ficou constatado que o veículo saiu de 51 para 70 quilômetros por hora, até chegar à árvore em que ocorreu a colisão. Também foi constatado que o homem não acionou os freios e que não havia nenhum obstáculo na trajetória do carro.

A hipótese de acidente de trânsito havia sido descartada por familiares da vítima desde o início das investigações, que diziam que Guilherme era obcecado pela vítima e não aceitava o fim do relacionamento.

O júri popular do caso ocorre às 9h da segunda-feira (20), no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, no Centro do Recife.

Guilherme José Lira dos Santos é réu por homicídio qualificado por motivo fútil mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).

A defesa nega que houve intenção de matar a vítima e alega que houve apenas um acidente de trânsito, o que faria o homicídio ser culposo.

Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e três peritos criminais, além de cinco testemunhas de defesa e dois informantes.

*com G1