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Mudas do espécime Baobá são plantadas no Parque da Mulher: “força e a resistência dos negros no Brasil”

Uma iniciativa da Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) marca a celebração, nesta terça-feira (21), do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Em alusão a importante data, o órgão realizou o plantio de duas mudas do espécime Baobá, árvore símbolo de força e resistência, no Parque da Mulher, localizado no bairro Jatiúca.

O exemplar, cujo nome científico é Adansonia Digitata, é nativo do continente africano e representa a luta dos negros no Brasil. O Baobá é uma árvore de grande porte, com traços marcantes e pode atingir até 25 metros de altura, com até 11 metros de diâmetro.

Devido à aparência dos galhos, que se assemelham com raízes, a árvore também pode ter vida longa, ou seja, existir por milhares de anos. Uma curiosidade é que seu tronco é capaz de armazenar cerca de 100 mil litros de água.

Não é apenas como reservatório de água ou abrigo, mas também pode-se aproveitar outras partes do baobá. Por exemplo, os frutos, também chamados de mukua, são ricos em vitamina C, cálcio e potássio. Enquanto isso, as cascas servem para a fabricação de de tecidos e corda. Já as folhas possuem ação medicinal e também são consumidas como tempero.

A diretora de Arborização e Áreas verdes da Sudes, Karine Gabriela, ressalta a satisfação de realizar uma ação com este significado.

“Além de preservar uma espécie tão importante para a natureza, tem a questão social. O Baobá tem um significado, uma história maravilhosa que inclui a força e a resistência dos negros no Brasil. Então, salvar um espécime desse e plantar mais dois, mantendo a continuidade da árvore no meio ambiente e o enredo da celebração desta data, é de suma importância”, conta.

A coordenadora do Observatório Estadual de Políticas para a Igualdade Racial, Arízia Barros, explica a importância do plantio do espécime numa data tão significativa.

“A data de hoje representa a liberdade. O plantio do Baobá, chamada por nós de “árvore da vida”, é para ressignificar essa questão, dizer que a cultura negra sobrevive as gerações e isso está exemplificado no Baobá. A espécie consegue guardar a história, se embriagando de água para não morrer. Ele busca fazer uma hibernação para renascer mais adiante”, revela.

Em Maceió, existem cinco árvores da espécie, que podem ser encontradas em três locais: Praça do Skate, Praça da Faculdade e no Corredor Vera Arruda.

“Essa é a proposta, que a cultura negra possa em muitos espaços, inclusive nesse espaço considerado área nobre da cidade, extinguindo o racismo urbano, territorial, para que a cultura negra não esteja apenas na periferia, mas também no centro da questão”, completa Arízia.

Agora, o Parque da Mulher também entra na lista com mais três exemplares, pois, além das duas mudas plantadas, o local recebeu o transplante de um Baobá que havia sido plantado em uma área inadequada e abaixo de uma rede elétrica, o que prejudicava seu crescimento e causava transtornos para a população.

Moradora da Jatiúca há mais de 50 anos, Flora Melo, pontua a relevância de mais uma atividade de arborização na região.

“Há muitos anos, a arborização já era uma forma de manter o equilíbrio do ecossistema. Então, mais do que nunca nós vemos que a Prefeitura, na pessoa do Prefeito JHC e a equipe da Sudes, transforma o plantio em um grande marco, como deve ser. Estou muito feliz e represento não só as mulheres, mas represente também o povo. Precisamos de ambientes que possam fazer a natureza agradecer cada vez mais”, afirmou.

A atividade contou, ainda, com a participação da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), responsável por levar alunos do Colégio Guimarães, que fica nas redondezas do Parque da Mulher, para contribuir com o plantio, além de aprender um pouco sobre a história da cultura negra no país.

*Com Assessoria