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Dengue na primeira infância: infectologista do Hospital da Criança orienta sobre os cuidados para evitar a doença

“Para aqueles quem têm crianças em casa, os cuidados para evitar contato com o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, devem ser redobrados”. O alerta é da infectologista do Hospital da Criança de Alagoas (HCA), Adriana Ávila, que traz orientações importantes sobre como evitar que os pequenos contraiam a doença.

Para evitar o contato com o mosquito transmissor da doença, a especialista recomenda que é necessário tomar cuidados simples, mas eficazes. “Além de manter a casa limpa, evitar água parada e utilizar repelentes indicados para a faixa etária da criança, é necessário usar roupas compridas e frescas”, enumera.

De acordo com a infectologista, a dengue é causada por um arbovírus, que pode ter quatro sorotipos diferentes. A doença é febril, podendo causar sintomas como dores de cabeça, no corpo, atrás dos olhos e nas articulações, manchas pelo corpo, sangramentos e vômitos.

“Com esses sintomas, não conseguimos trabalhar ou estudar. E, no caso dos bebês e das crianças mais novas, como não conseguem dizer o que sentem, geralmente vão ficar mais quietos, não vão querer brincar, por exemplo”, ressalta Adriana Ávila.

Orientação

Por esse motivo, a atenção deve ser redobrada, uma vez que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até o dia 9 de março deste ano, a letalidade por dengue, entre menores de 5 anos, é cinco vezes maior do que a comparada com as crianças com 10 a 14 anos de idade. Até esta data foram notificados quase 240 mil casos na população infanto-juvenil. 

A infectologista do HCA destaca, ainda, que é muito importante estar atento aos sinais de alerta, como mãos e pés frios, vários episódios de vômito, dor abdominal, tontura e sangramento. Caso a criança esteja com esses sintomas, é necessário levá-la a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para que seja avaliada por um médico.

“Na UPA, dependendo da situação do paciente, o médico poderá manter a criança em observação na própria unidade ou encaminhar para o próprio Hospital da Criança de Alagoas. Podemos receber pacientes com esses sinais de alarme, mas que estão bem, ou que estão em uma situação mais grave, apresentando insuficiência respiratória ou sangramentos volumosos”, salienta Adriana Ávila.

A infectologista também orienta os pais e responsáveis para que não comprem remédios sem prescrição médica, no caso de suspeita de dengue. Para a dor, a médica indica dipirona ou paracetamol, evitando anti-inflamatórios ou o ácido acetilsalicílico, que podem causar sangramentos e outros problemas graves.