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Em AL, quase 200 vidas são salvas com endoscopia para desobstruir canais do fígado e pâncreas: “inovador”

Foto: Assessoria

Único da Rede Pública de Alagoas a realizar, desde outubro do ano passado, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), o Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA) contabilizou 175 vidas salvas no primeiro semestre deste ano. Com isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não necessita mais judicializar o procedimento, que é voltado para desobstruir o canal do fígado e do pâncreas, e que na Rede Privada chega a custar entre R$ 15 mil a R$ 20 mil.

Para realizar o procedimento, o HMA conta com uma ambientação exclusiva, uma sala totalmente baritada, algo revolucionário em Alagoas. A unidade hospitalar conta, ainda, com cinco profissionais altamente qualificados, que atuam em um ambiente moderno e concebido para garantir agilidade e segurança na realização das colangiopancreatografias retrógradas endoscópicas.

O secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, ressalta que a realização do procedimento no HMA é a prova do cuidado do Governo de Alagoas com a saúde e o bem-estar do povo alagoano. “Ao assumirmos a gestão da Sesau, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica só era realizada na Rede Privada. Verificando que o Metropolitano conta com uma estrutura capaz de realizar o procedimento, montamos uma equipe e passamos a ofertá-lo aos usuários do SUS [Sistema Único de Saúde] desde outubro do ano passado”, exaltou o gestor da Sesau.

Caso de Sucesso

Graziela Ferreira da Silva, de apenas 17 anos, passou pelo HMA para realizar, com urgência, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica. Grávida e com infecção generalizada devido a pedras na vesícula e no canal do fígado, a paciente foi transferida do Hospital Universitário (HU), onde estava internada.

“Duas vidas foram salvas: ela e o bebê. Como Graziela estava com infecção grave, precisamos, em um primeiro momento, colocar uma prótese para desobstruir o canal do fígado e garantir o funcionamento normal do órgão. Isso porque existia uma pedra no canal impedindo a passagem da bile. Com a melhora da paciente após alguns dias, foi realizado novo procedimento para a retirada da pedra”, explicou o endoscopista Daniel Costa, responsável pelo procedimento.

Graziela Ferreira contou que vinha sentindo muita dor, entretanto, nas unidades que passou, inclusive de outro Estado, não foi diagnosticada corretamente. “Eu sofri muito, a dor era terrível! Só quando não aguentava mais consegui enxergar uma luz no fim do túnel e foi aqui no Metropolitano que, enfim, realizei este procedimento que é tão caro e inovador e foi fundamental para meu restabelecimento. Sou muito grata pelo cuidado. Este hospital salvou minha vida e a do meu bebê”, relatou sorridente a paciente.

O procedimento

A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica é utilizada para diagnosticar e tratar doenças do sistema digestivo, incluindo o fígado, o pâncreas e os canais que drenam estes órgãos, segundo especificou Daniel Costa. Pode ser usado para investigar e diagnosticar doenças como pancreatite crônica, colangite, colangiocarcinomas, cálculos biliares, tumores pancreáticos, estreitamentos das vias biliares e pancreáticas, além de cistos de colédoco.

*Com Assessoria