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organização financeira

Essas dicas vão te ajudar a organizar suas finanças para 2026 e finalmente sair do aperto

Com a aproximação de 2026, muitas pessoas buscam maneiras práticas de reorganizar o orçamento para evitar o aperto que costuma chegar junto com IPVA, IPTU, matrículas e outras despesas sazonais.

Assim, para entender como transformar essa rotina, a Eufêmea conversou com a contadora Morgana Araújo, que compartilhou as principais estratégias para começar o próximo ano com mais controle e menos ansiedade.

Leia também: Imposto de renda: contadora explica cinco coisas que você precisa saber

Dessa forma, Morgana explica que a base de toda mudança está no diagnóstico financeiro. Ela resume: “O ponto de partida é um raio-x honesto do fluxo de dinheiro. Antes de metas, investimentos ou planilhas, a pessoa precisa responder: ‘Para onde, exatamente, meu dinheiro está indo?’”.

Contadora Morgana Araújo/Foto: Arquivo Pessoal

Raio-x financeiro: o método que reduz até 25% dos gastos

De acordo com a contadora, muita gente acredita saber quanto gasta, mas trabalha apenas com percepções. Por isso, o primeiro passo é mapear:

  • Custos fixos reais
  • Custos variáveis invisíveis, como delivery, iFood, Uber e pequenos pagamentos automáticos
  • Compromissos futuros, como cartão de crédito, financiamentos e parcelamentos

“Esse diagnóstico revela o padrão de comportamento financeiro. Sem isso, qualquer planejamento vira tentativa e erro”, explica ela. Assim, quem faz esse mapeamento normalmente reduz entre 15% e 25% dos gastos já no primeiro mês.

A técnica que transforma gastos sazonais em parcelas leves

Primeiramente, uma das estratégias mais eficientes para evitar sufocos é transformar despesas anuais em pequenas reservas mensais. Embora pareça simples, essa prática reduz drasticamente o impacto de janeiro e muda a vida de quem vive no ciclo de “corre para pagar depois”.

O processo é:

  1. Listar os gastos sazonais
  2. Somar o total
  3. Dividir por 12
  4. Guardar o valor mensal em uma conta separada

Morgana explica: “Quando a pessoa trata esses custos como uma assinatura mensal, deixa de sofrer com boletos inesperados e finalmente respira”.

Exemplo prático:

  • IPVA: R$ 1.000
  • IPTU: R$ 1.200
  • Matrícula escolar: R$ 800
  • Total: R$ 3.000
  • Reserva mensal: R$ 250

E quando a pessoa não se planejou antes? Como sobreviver ao início de 2026

Antes de tudo, quando as contas chegam e a reserva não existe, a estratégia precisa mudar. Por isso, Morgana destaca que o foco deve ser preservar o fluxo de caixa e evitar que janeiro comprometa o ano inteiro.

“A pessoa precisa priorizar o que tem impacto legal ou financeiro imediato e, depois, negociar o que é flexível. Nem tudo precisa ser pago à vista”, orienta a contadora.

Dessa maneira, ela recomenda dividir as despesas em três categorias:

1. Essenciais obrigatórios

Têm multa alta ou risco imediato:

  • IPVA
  • IPTU
  • Matrícula escolar
  • Seguro do carro

2. Essenciais flexíveis

Podem ser negociados:

  • Material escolar
  • Uniformes
  • Renovação de serviços

3. Adiados sem risco

Podem esperar:

  • Viagens
  • Festas
  • Inscrições não obrigatórias

Assim, essa organização, segundo Morgana, impede decisões impulsivas tomadas sob pressão.

Um orçamento possível: “Ele deve refletir a vida como ela é

Para que o planejamento funcione, ele precisa ser realista. Além disso Morgana destaca: “A chave é um orçamento que reflita a vida como ela é, não como a pessoa gostaria que fosse”.

Por isso, ela sugere:

  1. Projetar a inflação entre 6% e 8%
  2. Reajustar custos fixos para 2026
  3. Criar um colchão de imprevistos entre 5% e 10% da renda
  4. Aplicar a fórmula principal:
    Receita – (Fixos + Variáveis + Imprevistos + Sazonais) = Capacidade real de poupança

Ela reforça que esse modelo reduz de 2 a 4 horas semanais de estresse financeiro, porque torna o planejamento mais previsível.

Métodos que funcionam de verdade (e que não exigem perfeição)

Além disso, para quem nunca conseguiu manter constância, Morgana detalha quatro caminhos eficientes:

Método dos 10 minutos por dia

“Basta anotar quanto entrou, quanto saiu e para quê saiu. É simples e funciona.”

Planilha automatizada

Reduz esforço manual e facilita a visualização.

Aplicativos de controle financeiro

Mobills, Organizze e Minhas Economias são opções práticas para quem não quer usar planilha.

Método das contas separadas

Funciona especialmente bem para iniciantes:

  • Conta 1: gastos fixos
  • Conta 2: variáveis e cartão
  • Conta 3: reserva

“Essa sequência cria disciplina até em quem nunca conseguiu se organizar”, afirma.

Reserva de emergência: o primeiro grande objetivo de 2026

Além disso, a reserva deve cobrir de 3 a 6 meses de despesas essenciais. Dessa forma, Morgana indica os percentuais recomendados

  • Mínimo saudável: 10% da renda
  • Ideal: 15%
  • Acelerado: 20% ou mais

“Se não consegue começar com 10%, comece com 2% ou 3%. O hábito vale mais do que o valor”, reforça.

Para onde direcionar a reserva:

  • Tesouro Selic
  • CDB com liquidez diária
  • Contas remuneradas para pequenos valores

Por fim, a pessoa pode avançar para renda fixa de médio prazo, Tesouro IPCA e investimentos de longo prazo.

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