Com a chegada do carnaval, cresce também a necessidade de ampliar o debate sobre segurança, respeito e autonomia feminina nos espaços de festa. A psicóloga e educadora em sexualidade Vanessa Albuquerque chama atenção para a importância da educação preventiva como ferramenta essencial para que mulheres possam viver o Carnaval com leveza, prazer e proteção emocional.
Segundo Vanessa, o Carnaval não pode ser associado à permissividade ou à relativização de limites. O corpo da mulher não é público. O desejo precisa ser consentido, e o respeito não é negociável. O “não é não” não é um slogan, é um limite claro que precisa ser compreendido socialmente.
A especialista destaca que a prevenção começa antes da festa e passa pela informação, pelo autoconhecimento e pela consciência emocional. Orientações simples como combinar estratégias de cuidado entre amigas, reconhecer sinais de desconforto, evitar a naturalização de abordagens invasivas e saber como pedir ajuda fazem parte de um movimento maior de fortalecimento da autonomia feminina.
Vanessa também reforça o papel da educação emocional na desconstrução de comportamentos abusivos culturalmente normalizados durante o Carnaval. Quando ensinamos mulheres a reconhecer seus limites e homens a respeitá-los, estamos falando de saúde mental, dignidade e cidadania.
Para a psicóloga, viver o Carnaval de forma segura não significa viver com medo, mas com consciência. A festa é um espaço de alegria, expressão e liberdade. Informação e diálogo são aliados para que essa experiência seja positiva e não traumática.
*com Assessoria