Foto: Mariana Rocha
Existe uma crença silenciosa que atravessa muitos negócios: a de que gestão pode esperar. Depois do Carnaval. Depois que crescer. Depois que faturar.
Enquanto isso, o negócio já acontece. O cliente já escolhe. A cultura já está sendo formada. Gestão não começa quando a empresa fica grande. Ela começa quando a empresa nasce.
Isso vale para qualquer formato de negócio: físico ou digital, MEI ou empresa que já fatura milhões. O que muda é a escala. Nunca a necessidade de gestão.
Acreditar que gestão é coisa de empresa grande é inverter a lógica. Negócios crescem porque a gestão veio antes — não depois.
Na lógica da Guestologia (o jeito Disney de Gerir), encantamento não depende de estrutura grandiosa. Depende de coerência. De decisões alinhadas. De pontos de contato pensados com intenção.
Encantar não é atendimento acima da média. É gestão acima da média. Quando a gestão nasce junto com a empresa, ela se transforma na base da cultura organizacional. Mesmo sem nome, essa cultura já está sendo vivida todos os dias.
Adiar decisões esperando o “momento certo” costuma gerar retrabalho, desgaste e dinheiro deixado na mesa.
Encantar, nesse contexto, é reduzir esforço desnecessário. Evitar ruídos. Fazer o básico funcionar bem. O ano pode até começar depois do Carnaval para muita gente. Mas a gestão que sustenta crescimento começa no primeiro dia — e não para nunca.
Encantamento não é privilégio de empresa grande.
É responsabilidade de quem não quer ser só mais um, num mercado onde todo mundo vende a mesma coisa, pelo mesmo preço.
Por Bel Alvi