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Mas afinal… o que é esse tal de encantamento?

Por Bel Alvi

Encantamento é uma palavra amplamente usada e raramente compreendida. Ela aparece em discursos de marketing, promessas de marca e treinamentos de atendimento. Quase sempre carregada de emoção. Poucas vezes de precisão.

Talvez por isso seja importante voltar à origem.

O encantamento não nasceu na Disney. O que ela fez foi organizá-lo como prática de gestão.

A palavra encantar vem do latim incantare, que significa cantar sobre, produzir efeito por meio da palavra. Na sua origem, encantamento não era gentileza. Era impacto. Algo que suspendia o comum e provocava uma percepção diferente da esperada.

Encantar nunca foi excesso. Sempre foi efeito.

Dentro da Disney, surgiu o termo Guestologia para nomear essa lógica: o estudo intencional da experiência do cliente tratado como convidado, considerando todos os pontos de contato, visíveis ou não, que influenciam essa experiência.

Na Guestologia, encantamento não é improviso. É consequência.

Quando o termo sai desse contexto, ele costuma ser distorcido. Vira sinônimo de agradar, de surpreender sempre, de fazer algo “a mais”. Na prática mal compreendida, vira custo.

Mas encantamento, quando bem entendido, é exatamente o oposto disso.

Encantar é reduzir atrito. Gerar fluidez. Garantir coerência entre promessa e entrega.

Por isso, encantamento não é emoção descontrolada. É emoção bem gerida.

O que mais encanta não é o extraordinário constante. É o ordinário bem feito, de forma intencional.

Quando uma empresa compreende isso, o encantamento deixa de ser discurso aspiracional e passa a ser modelo de gestão. Ele protege faturamento, fortalece reputação e constrói relações duradouras.

Encantamento não é ilusão. É gestão da experiência feita com intenção.

E quando estruturado de forma estratégica, ele não depende de castelos. Depende de decisões.

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