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Nutricionista da Sesau explica em quais situações o acompanhamento nutricional é indicado

Foto: Assessoria

Muitas pessoas ainda associam a atuação do nutricionista apenas ao emagrecimento ou confundem o trabalho desse profissional com o do médico endocrinologista. Mas a nutricionista Gilvânia Nóia, que atua na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), esclarece dúvidas sobre esta especialidade e suas funções, destacando quando o acompanhamento nutricional é indicado.

Gilvânia Nóia começa esclarecendo que o cuidado com a alimentação deve estar presente em todas as fases da vida e não apenas quando há necessidade de perder peso. “O acompanhamento com um nutricionista é fundamental para o cuidado integral da saúde, indo muito além do emagrecimento. Esse profissional atua na prevenção, no diagnóstico nutricional e no tratamento de diversos agravos, orientando o indivíduo sobre suas necessidades de nutrientes e calorias em cada fase da vida”, explica.

Entre as situações em que a população pode buscar orientação nutricional estão os diferentes ciclos de vida, como gestação, infância, fase adulta e envelhecimento. No caso das gestantes, o acompanhamento auxilia na prevenção de complicações como parto prematuro, pré-eclâmpsia e ganho de peso inadequado, além de contribuir para o desenvolvimento do bebê.

Para as crianças, a orientação nutricional ajuda no desenvolvimento cognitivo, motor e neuropsicomotor, além de apoiar práticas como o aleitamento materno e a introdução alimentar saudável. Já entre adultos e idosos, a alimentação equilibrada contribui para o bem-estar e para a prevenção de doenças crônicas.

De acordo com Gilvânia Nóia, o nutricionista também atua em situações clínicas específicas, como doenças gastrointestinais. Entre estas doenças estão a celíaca, de Crohn e retocolite ulcerativa, além do acompanhamento de pessoas com diabetes, pacientes em recuperação de cirurgias, infecções que afetam o sistema digestivo e doenças hereditárias, como talassemia e anemia falciforme.

Alguns sinais do dia a dia também podem indicar a necessidade de ajustes na alimentação, como cansaço excessivo, irritabilidade, dificuldade de cicatrização, problemas de visão em ambientes escuros e dificuldades de aprendizagem em crianças. Segundo Gilvânia Nóia, é comum que a população tenha dúvidas sobre a diferença entre nutricionistas e endocrinologistas.

“O nutricionista é o profissional responsável pela atenção nutricional, que compreende os cuidados relativos à alimentação para a promoção da saúde, prevenção e tratamento de agravos. A prescrição de dieta (dietoterapia) é uma atividade privativa do nutricionista no Brasil, garantida pela Lei nº 8.234/1991. Já o endocrinologista é o médico especializado no diagnóstico e no tratamento medicamentoso de doenças relacionadas aos hormônios e às glândulas”, esclarece.

Para quem deseja começar a melhorar a alimentação antes mesmo de procurar um atendimento individual, a recomendação é seguir as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, que incentiva o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, variedade no prato e redução de produtos ultraprocessados.

Entre as práticas recomendadas estão incluir hortaliças, frutas, leguminosas e proteínas de boa qualidade no dia a dia, priorizar carboidratos complexos, como raízes e cereais integrais, e combinar alimentos que favoreçam a absorção de nutrientes, como ferro e vitamina C.

*Com Assessoria

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