Marcello Gusmão de Aguiar Vitório, acusado de tentativa de homicídio, violência psicológica contra a mulher e incêndio, é considerado foragido da Justiça após ter a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário de Alagoas.
A decisão foi assinada pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da Capital, e teve como fundamento o descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas para proteger a vítima.
Segundo os autos do processo, o sistema de monitoramento eletrônico registrou 1.449 eventos de aproximação indevida. Em 26 ocasiões, Marcello teria ficado a menos de 100 metros da vítima. O magistrado também apontou que o acusado teria fixado residência a cerca de 700 metros da mulher.
Na decisão, a Justiça considerou que havia “risco concreto de reiteração da conduta” e entendeu que as medidas cautelares anteriores se mostraram insuficientes.
O caso ganhou repercussão após a divulgação da quantidade de violações registradas pelo sistema de monitoramento eletrônico. A defesa alegou falhas técnicas no equipamento, mas o argumento foi rejeitado pelo magistrado.
“Não é crível que a totalidade ou parcela significativa dos 1.449 eventos registrados decorra exclusivamente de defeitos técnicos”, destacou o juiz na decisão.
Com a expedição do mandado de prisão e sem localização do acusado até o momento, Marcello passou a ser considerado foragido.
Assim que for preso, ele deverá passar por audiência de custódia e terá o equipamento de monitoração eletrônica retirado.
O que diz a defesa
À Eufêmea, o advogado Welton Roberto afirmou que o cliente tem o direito de não se apresentar para cumprir uma ordem que, segundo a defesa, é “ilegal e sem embasamento fático verdadeiro”. Ainda de acordo com o advogado, o processo segue em andamento.
“Vamos mostrar que a prisão dele é totalmente desnecessária para o curso do processo”, declarou.