Por Marianna Moura
O emagrecimento é um tema cercado de mitos e simplificações, e entender alguns pontos pode mudar completamente a forma como lidamos com ele. Conhecer essas informações é importante para evitar, principalmente, frustrações com os resultados.
O primeiro ponto que precisamos entender é que nem sempre existe um “peso ideal” universal. Mais importante do que o número na balança é a composição corporal, ou seja, a proporção entre massa muscular e gordura, que impacta diretamente a saúde, o emagrecimento e a longevidade.
Outro aspecto essencial é diferenciar emagrecer de perder peso. Perder peso pode significar redução de água, massa muscular ou gordura. Já o emagrecimento está relacionado, principalmente, à perda de gordura corporal, mesmo que haja ganho de massa muscular. Por isso, o foco deve estar menos na restrição e mais na qualidade da alimentação, no equilíbrio e na inclusão de nutrientes, por meio de escolhas alimentares mais estratégicas.
Também é importante saber que, ao perder peso, o corpo tende a aumentar a sensação de fome. Estudos mostram que, para cada quilo perdido, o organismo reage de duas formas consideradas “traiçoeiras”: aumenta a fome em cerca de 100 calorias e reduz o gasto energético em aproximadamente 30 calorias. Ou seja, manter o emagrecimento não depende apenas de disciplina, mas também de enfrentar respostas biológicas do próprio corpo.
Por fim, emagrecer não é apenas uma questão de força de vontade. Fatores biológicos, hormonais e o ambiente em que vivemos, como disponibilidade de alimentos, rotina e estresse, exercem grande influência nesse processo. Reconhecer isso é fundamental para adotar estratégias mais sustentáveis e, principalmente, buscar profissionais que possam ajudar de acordo com a realidade e as necessidades de cada pessoa.