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“Trem da Lu”: enfermeira vence câncer e celebra fim da quimioterapia em Maceió

Na terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem, Luciana, que é enfermeira obstétrica, concluiu a última sessão de quimioterapia e encerrou simbolicamente a trajetória do “Trem da Lu” com uma carreata até a Capelinha do Jaraguá. O momento reuniu familiares, amigos, profissionais de saúde e pessoas que acompanharam a caminhada da enfermeira durante os últimos meses.

Emocionada, ela descreveu a sensação de finalizar o tratamento como uma mistura de alívio, felicidade e gratidão. “Parecia muito distante chegar até aqui. Foi difícil, desafiador, houve muito medo, muito choro, mas hoje o sentimento é de alegria e felicidade por ter conseguido vencer mais essa etapa”, afirmou.

A ideia do “Trem da Lu” surgiu durante uma conversa com a irmã, Taciana Amorim, enquanto observavam o trem passar em frente à casa onde Luciana mora, no bairro de Jaraguá. A metáfora ganhou força ao longo do tratamento e transformou cada sessão de quimioterapia em um “vagão” carregado de histórias, reencontros e afeto.

Carreata passou por diversos pontos da cidade até chegar à Capelinha do Jaraguá

“Eu moro em frente ao trilho do trem e entendemos que o câncer estava apenas de passagem na minha vida. Cada vagão representou uma parte da minha história, pessoas importantes, amigos da infância, colegas de trabalho, familiares, professores e grupos que fizeram parte da minha caminhada”, contou.

Enfermeira obstetra e especialista em saúde da mulher, Luciana destacou que viver o outro lado da assistência transformou sua forma de enxergar o cuidado. “Eu dediquei grande parte da minha vida a cuidar das pessoas. Quando precisei ser cuidada, entendi ainda mais a importância do acolhimento, da escuta e do amor em cada detalhe do tratamento”, disse.

Luciana Amorim ao lado de Lígia Teixeira, mastologista da Santa Casa de Maceió e especialista em reconstrução mamária

Ela também aproveitou o momento para reforçar a importância do diagnóstico precoce e do autocuidado. “A mamografia salva vidas. O diagnóstico precoce salva vidas. O autocuidado salva vidas. Às vezes cuidamos tanto do outro que esquecemos de olhar para nós mesmos”, alertou.


A Gestora de Humanização da Santa Casa de Maceió e irmã de Luciana, Taciana Amorim acompanhou de perto toda a trajetória da paciente e afirmou que transformar o tratamento em momentos de acolhimento foi uma forma de enfrentar o medo sem perder a esperança.

Taciana Amorim, gestora de Humanização da Santa Casa de Maceió, é irmã de Luciana encarou dois papeis: o profissional e o familiar

“Receber um diagnóstico de câncer nunca é fácil. Houve medo, insegurança e muitos desafios, mas decidimos transformar cada etapa em um momento de esperança. O Trem da Lu nasceu justamente para mostrar que ela não estava sozinha”, afirmou.

Segundo Taciana, o movimento também acabou inspirando outras pessoas que enfrentavam o câncer ou passavam por situações semelhantes. “Ela conseguiu transformar a dor em força e inspiração. Muitas pessoas se sentiram acolhidas ao acompanhar essa caminhada”, destacou.

*Com Assessoria

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