No Dia Internacional da Drag Queen, celebrado nesta quinta-feira (16), a artista alagoana Paty Maionese relembra os 24 anos de carreira e os desafios que enfrentou desde que começou a se apresentar em Alagoas.
A personagem nasceu em 2002, durante o chá de bebê de uma colega de trabalho. O que começou como uma brincadeira virou profissão.
Na época, as apresentações de drag queens aconteciam principalmente em bares e boates voltados ao público LGBTQIAPN+. Paty passou a levar seus espetáculos para aniversários, casamentos, escolas, teatros, empresas, projetos sociais e eventos culturais.
“Quando comecei, enfrentei muito preconceito e ouvi inúmeras vezes que aquilo não daria certo. Muitas portas se fecharam, mas nunca pensei em desistir. Acreditei no meu trabalho e segui em frente”, relembra.
Segundo a artista, ao longo da carreira foram mais de 5 mil apresentações em Alagoas e em outros estados.
Paty afirma que o espaço para artistas drag aumentou nos últimos anos e atribui essa mudança à luta de quem abriu caminho para as novas gerações.
“Hoje vemos drag queens ocupando espaço na televisão, no teatro, no cinema e nas redes sociais. Esse reconhecimento é fruto da resistência de muitas artistas que enfrentaram o preconceito quando quase ninguém acreditava nessa arte. Tenho orgulho de fazer parte dessa história”, diz.
Além dos palcos, ela também atua como produtora cultural e participa de projetos ligados à diversidade e à cultura popular.
*Com Assessoria