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Advogada morta enquanto passeava com cachorro foi confundida com alvo de facção, diz polícia

Foto: Assessoria

A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, morta a tiros enquanto passeava com o cachorro no Benedito Bentes, em Maceió, não era o alvo dos criminosos. Segundo a Polícia Civil de Alagoas (PC-AL), o assassinato foi acompanhado em tempo real, por meio de uma videochamada, por um homem apontado como liderança da facção Comando Vermelho (CV) e que está no Rio de Janeiro.

As informações foram divulgadas pela polícia durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20). Ana Walesca foi assassinada na noite de terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim. Ela era advogada e filha de um policial civil.

De acordo com o delegado Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o homem identificado como “Rafinha 99” teria ordenado a morte de outra mulher, apontada pela polícia como traficante de drogas e que teria uma dívida com a facção.

A mulher que seria o alvo teria perdido uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína, causando prejuízo ao grupo criminoso. Por causa disso, segundo a investigação, a execução teria sido determinada.

Para cometer o crime, dois homens teriam sido recrutados. Eles receberam uma fotografia da mulher que deveria ser morta e a indicação do local onde ela estaria, mas não conheciam a identidade dela.

Segundo a Polícia Civil, após o primeiro disparo contra Ana Walesca, o homem que acompanhava a ação por videochamada percebeu que os criminosos haviam atingido a pessoa errada e teria alertado os envolvidos. Mesmo assim, o atirador continuou efetuando disparos contra a advogada.

Ainda conforme a investigação, os homens que estavam na motocicleta não sabiam que Ana Walesca era advogada nem que era filha de um policial civil.

Suspeito morreu e outro foi preso

Pelo menos dois homens participaram diretamente do assassinato. Eles chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram cerca de cinco disparos. Ana ainda tentou correr para escapar, mas foi atingida.

Ela chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes. Por causa da gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.

Nesta quinta-feira, uma operação da Polícia Civil identificou dois suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a corporação, um deles morreu durante uma troca de tiros com os policiais e o outro foi preso.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido e localizar outros suspeitos relacionados à ordem para o assassinato.

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