Por Sol Gama
Por muito tempo, falar de mercado imobiliário era falar de um ambiente predominantemente masculino. Essa realidade mudou, e os números mostram isso. As mulheres já representam 41% dos profissionais ativos do mercado imobiliário brasileiro. Na última década, a participação feminina cresceu 144%.
Esse movimento não está apenas na corretagem: também está na gestão, na liderança, na compra e nas decisões sobre patrimônio.
Mas existe outro lado dessa transformação que merece atenção: a mulher compradora.
O Anuário DataZAP 2024 mostrou que 52% dos compradores que pesquisaram imóveis online no Brasil eram mulheres. E, quando essa compra envolve moradia, a análise costuma ir além do imóvel. Entram na decisão a infraestrutura do entorno, a segurança, o acesso a serviços, a funcionalidade da planta e a relação daquele imóvel com a rotina da família.
Quando o objetivo é investimento, os critérios mudam, mas a participação continua crescendo. Localização, liquidez, potencial de valorização, reputação da incorporadora e solidez do investimento passam a fazer parte da análise. O imóvel deixa de ser apenas uma escolha de moradia e passa a ocupar espaço dentro de uma estratégia patrimonial.
Isso também está mudando a forma como o mercado desenvolve e vende seus produtos. A mulher está mais informada, pesquisa antes de comprar e, mesmo quando a decisão é compartilhada, muitas vezes participa diretamente da definição dos critérios que vão determinar a escolha.
E aqui está um ponto importante para quem trabalha no setor: não estamos falando apenas de vender para mulheres. Estamos falando de entender como elas decidem.
Na liderança, na corretagem, na compra ou no investimento, a presença feminina já faz parte da dinâmica do mercado imobiliário. E, quando uma mulher decide comprar um imóvel, muitas vezes ela não está apenas escolhendo onde morar. Ela está decidindo onde colocar parte do seu patrimônio, da sua segurança e do seu futuro.
O mercado imobiliário mudou. E as mulheres não estão apenas acompanhando essa mudança. Elas também estão ajudando a definir os próximos caminhos do setor.