Condenado a 37 anos e seis meses de prisão, Elias José do Nascimento matou a ex-namorada Adjane Araújo da Silva a tiros enquanto ela trabalhava como gari em Teotônio Vilela, no interior de Alagoas. O crime aconteceu em julho de 2025.
Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o relacionamento durou cerca de dois meses e terminou de forma conflituosa. Após receber ameaças do ex-companheiro, Adjane solicitou medidas protetivas, que foram concedidas pela Justiça. Elias deveria manter uma distância mínima de 300 metros dela.
Mesmo com a determinação judicial, Elias encontrou Adjane na Rua Francisco Santos, no Centro de Teotônio Vilela, e atirou contra ela.

Ainda conforme o MPAL, Adjane estava em pleno horário de expediente quando foi atingida inicialmente por um tiro na cabeça disparado por trás. Depois que caiu, Elias efetuou outros dois disparos, um na cabeça e outro nas costas.
Ele fugiu após o crime, mas foi localizado e preso dois dias depois. Segundo a acusação, Elias ainda estava com a arma usada no assassinato e uma quantia em dinheiro.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Magno Alexandre Moura sustentou que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima e com descumprimento de medida protetiva de urgência.
Adjane trabalhava como gari municipal em Teotônio Vilela e era mãe. Familiares da vítima acompanharam o julgamento no fórum do município.