Foto: Assessoria
A morte de uma criança autista de 11 anos após a queda de um prédio, em Manaus, acendeu um alerta para a adoção de medidas de segurança dentro e fora de casa. O caso é investigado pelas autoridades.
Algumas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar impulsividade, comportamento exploratório, dificuldade para reconhecer situações de perigo e tendência a se afastar repentinamente dos responsáveis.
Segundo a psicóloga Priscila Barbosa, dificuldades de comunicação e de compreensão das consequências das próprias ações podem aumentar a exposição a riscos.
“Na tentativa de acessar um ambiente ou objeto de interesse, ou de escapar de um estímulo que cause desconforto, a criança pode não perceber os perigos ao redor”, explicou.
Entre as medidas recomendadas estão a instalação e a manutenção de redes de proteção e travas em portas e janelas, além do bloqueio do acesso a piscinas, escadas, sacadas e outras áreas de risco. A supervisão deve ser adequada às necessidades de cada criança.
Fora de casa, a psicóloga orienta o uso de pulseiras de identificação com o nome da criança e o telefone do responsável. Cordões de identificação e dispositivos de rastreamento também podem ajudar em casos de desaparecimento.
O afastamento repentino e não planejado de uma pessoa autista do local seguro ou do responsável é conhecido como elopement. Por isso, familiares e cuidadores devem reforçar as medidas preventivas e manter atenção constante em ambientes com maior risco de acidentes.
*Com Assessoria