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Professora da Ufal participa da criação de selo nacional contra violência de gênero

Uma professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) participou dos trabalhos que deram origem ao Selo Instituições de Ensino Seguras e Livres de Violência contra Meninas e Mulheres, criado pelo Ministério da Educação (MEC). A iniciativa vai reconhecer instituições públicas de ensino que mantenham políticas e práticas permanentes de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.

A professora Daniela Anunciação, do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB) da Ufal, integra o Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O selo foi instituído por meio de uma portaria publicada pelo MEC na última quarta-feira (19). O reconhecimento será destinado a instituições públicas de ensino superior, profissional, científico e tecnológico.

O comitê do qual Daniela faz parte será responsável por elaborar e revisar a matriz de indicadores utilizada na certificação, emitir orientações técnicas e estratégicas, acompanhar a implantação do selo e propor aperfeiçoamentos.

Segundo a professora, a iniciativa busca fazer com que ações de prevenção e enfrentamento à violência de gênero deixem de ficar apenas no campo das intenções e sejam transformadas em políticas institucionais permanentes.

“Esse selo não representa apenas uma ideia ou uma intenção de enfrentamento e prevenção à violência de gênero e a todo tipo de discriminação. Ele funciona como um estímulo para que a gente saia do protocolo de intenções e materialize ações por meio de políticas institucionais”, afirmou.

Selo terá três níveis

As instituições poderão receber a certificação nos níveis ouro, prata e bronze. A classificação será definida a partir da comprovação documental e prática da existência, implementação e efetividade das medidas adotadas.

Os critérios, indicadores e documentos que precisarão ser apresentados ainda serão detalhados em um edital a ser publicado pelo MEC.

A avaliação das instituições será dividida em quatro áreas:

  • prevenção;
  • acolhimento;
  • denúncia e acompanhamento;
  • ambiente acadêmico seguro.

Entre os pontos que serão analisados estão a existência de políticas institucionais formais, realização de campanhas e capacitações, canais acessíveis e confidenciais para denúncias, atendimento qualificado, proteção às vítimas e avaliações periódicas do ambiente acadêmico.

A proposta faz parte de um protocolo de intenções assinado em março deste ano pela Capes, Ministério das Mulheres, Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e MEC.

Ações na Ufal

Para Daniela Anunciação, o selo também pode ajudar a reunir iniciativas que já são realizadas dentro da Ufal, mas que ainda funcionam de maneira isolada ou são pouco conhecidas pela comunidade universitária.

“É importante identificar o que já é feito, perpetuar as boas práticas, avaliar aquilo que ainda não está sendo realizado e aprimorar o que pode avançar”, afirmou.

Segundo a professora, reunir projetos desenvolvidos por docentes e técnicos pode contribuir para transformar experiências isoladas em políticas permanentes, com acompanhamento e avaliação dos resultados.

Daniela considera ainda que a Ufal pode se tornar referência na implementação das medidas previstas pelo selo. Para ela, o papel da universidade não se limita à formação acadêmica e também envolve a construção de um ambiente baseado em segurança, respeito, inclusão, diversidade e representatividade.

Poderão participar das futuras edições do selo instituições federais de ensino superior e de educação profissional, científica e tecnológica, além de outras instituições públicas que cumpram os requisitos previstos no edital.

A adesão será voluntária. A certificação terá validade de três anos e, após esse período, as instituições precisarão passar por um novo processo para manter o reconhecimento.

*Com Assessoria

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