Agentes comunitários e profissionais da atenção básica de Maceió e Palmeira dos Índios participaram de uma capacitação para reconhecer sinais de doenças raras que podem afetar o crescimento de crianças. O treinamento abordou principalmente a acondroplasia e as mucopolissacaridoses (MPS).
Em Maceió, a capacitação foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e reuniu agentes comunitários de saúde. Em Palmeira dos Índios, participaram também outros profissionais da atenção básica que atuam diretamente nas comunidades.
A formação foi conduzida pela geneticista Ana Karolina Maia e teve como objetivo auxiliar os profissionais na identificação precoce de alterações relacionadas à baixa estatura desproporcional.
A acondroplasia é uma condição genética que interfere no desenvolvimento dos ossos e da cartilagem e provoca alterações no crescimento. Já as mucopolissacaridoses são um grupo de doenças metabólicas nas quais o organismo tem dificuldade para processar determinadas substâncias, que acabam se acumulando e podem comprometer diferentes órgãos.
Entre os sinais que podem levantar suspeita estão o encurtamento dos braços e das pernas em relação ao tronco, alterações faciais, aumento do tamanho da cabeça, limitações nas articulações e ocorrência frequente de hérnias.
Segundo a geneticista, acompanhar a curva de crescimento das crianças é uma das formas de identificar alterações que precisam ser investigadas.
“O olhar atento do profissional de saúde que está na ponta, na convivência diária com a comunidade, é crucial para abreviar a jornada das famílias em busca de diagnóstico. Quanto mais cedo a suspeita clínica for levantada na atenção básica, mais rápido essa criança terá acesso à investigação genética e ao tratamento adequado”, afirmou Ana Karolina.
De acordo com a médica, tanto a acondroplasia quanto as mucopolissacaridoses possuem opções de tratamento, mas os pacientes precisam de acompanhamento contínuo de diferentes especialidades para reduzir o risco de complicações ortopédicas, respiratórias, neurológicas e metabólicas.
A geneticista destacou ainda que a atenção básica pode ajudar a reduzir o intervalo entre o aparecimento dos primeiros sinais e a confirmação do diagnóstico, além de direcionar os pacientes para atendimento especializado.
“A identificação ágil na comunidade traz acolhimento e direcionamento correto às famílias, melhora o prognóstico dos pacientes e otimiza o fluxo de encaminhamentos do serviço de saúde”, disse.
A capacitação contou com apoio da BioMarin, empresa biofarmacêutica que atua na área de doenças raras.
*Com Assessoria