Idosos que passam muito tempo deitados ou sentados na mesma posição podem desenvolver feridas na pele causadas pela pressão contínua sobre determinadas partes do corpo.
Essas lesões, conhecidas popularmente como escaras, podem provocar infecções e outras complicações se não forem identificadas e tratadas a tempo.
O problema pode começar com uma simples vermelhidão que não desaparece após a mudança de posição. Por isso, especialistas orientam que familiares e cuidadores observem a pele diariamente, principalmente nas regiões dos calcanhares, quadris, tornozelos, cotovelos e sacro, na parte inferior das costas.
Segundo a enfermeira Renata Almeida, da Revita Cuidados, reconhecer os primeiros sinais é fundamental para evitar o agravamento das lesões.
“Uma ferida pode começar com uma simples alteração na pele. Por isso, é importante que o cuidador observe diariamente as regiões de maior pressão, como calcanhares, quadris, tornozelos, cotovelos e a região do sacro. Identificar essas mudanças precocemente permite buscar orientação profissional e iniciar os cuidados necessários”, explica.
Como prevenir as feridas?
A principal forma de prevenção é evitar que o idoso permaneça por longos períodos na mesma posição. A frequência das mudanças deve ser definida conforme as condições de saúde, a mobilidade e as necessidades de cada pessoa.
Além disso, manter a pele limpa, seca e hidratada ajuda a reduzir o risco de lesões. A atenção deve ser redobrada em idosos que usam fraldas ou apresentam incontinência urinária ou fecal, já que a umidade excessiva pode deixar a pele mais vulnerável.
Veja os principais cuidados recomendados pelas enfermeiras:
- Mudar de posição regularmente: evita a pressão prolongada sobre a mesma região do corpo.
- Observar a pele todos os dias: verificar se há vermelhidão persistente, bolhas, feridas ou alterações na coloração e na temperatura.
- Manter a pele limpa e seca: especialmente nas regiões que ficam em contato com fraldas ou apresentam maior umidade.
- Hidratar a pele: utilizar produtos adequados e indicados por profissionais de saúde.
- Utilizar apoios adequados: travesseiros e dispositivos específicos podem ajudar a distribuir o peso e aliviar a pressão.
- Garantir alimentação adequada: os cuidados nutricionais também fazem parte da prevenção.
- Estimular a movimentação: sempre que a condição clínica do idoso permitir e conforme orientação profissional.
A enfermeira Fabrícia Soares, também da Revita Cuidados, explica que a prevenção exige a combinação de diferentes cuidados.
“A prevenção não depende de uma única medida. É preciso associar o alívio da pressão, os cuidados com a pele, a alimentação adequada e a mobilização sempre que possível. Manter a pele limpa, seca e hidratada, com produtos apropriados, também ajuda a reduzir os fatores de risco. A orientação profissional é indispensável para que familiares e cuidadores saibam como agir com segurança”, destaca.
Quais são os sinais de alerta?
As lesões por pressão podem surgir em regiões onde os ossos ficam mais próximos da pele, como calcanhares, quadris e cotovelos.
Entre os sinais que merecem atenção estão vermelhidão persistente, mudanças na coloração da pele, dor, alterações de temperatura, bolhas e feridas abertas.
Ao perceber qualquer uma dessas alterações, a orientação é procurar avaliação de um profissional de saúde.
As enfermeiras alertam que não se deve massagear áreas avermelhadas ou com suspeita de lesão por pressão, pois isso pode agravar o problema. Também não é recomendado utilizar receitas caseiras, pomadas ou outros produtos sem orientação profissional.
Nos casos em que o idoso não consegue se movimentar sozinho, familiares e cuidadores devem receber orientações sobre como mudar sua posição e realizar transferências com segurança, evitando atrito e novas lesões.
O acompanhamento de profissionais de saúde permite identificar os riscos e estabelecer uma rotina de cuidados de acordo com as necessidades de cada paciente.
*Com Assessoria